Relatório aposta em alta no resultado das teles durante temporada de balanços

Foto: Pixabay

Um relatório do BTG Pactual com estimativas sobre a temporada de balanços apontou expectativa positiva com os resultados das principais operadoras de telecom brasileiras no terceiro trimestre.

Alta nas receitas foram projetadas para TIM, Vivo e os provedores regionais Brisanet, Desktop e Unifique. A única exceção foi a Oi, para quem o BTG projetou baixa no faturamento em um ano, mas com um trimestre mais forte que os anteriores.

Vale lembrar que o banco controla a Globenet e é gestora de fundos de investimento no acordo com a Oi pela aquisição do controle da InfraCo, unidade de fibra óptica da operadora, além de ter atuado na abertura de capital das provedoras regionais que foram ao mercado neste ano. Veja abaixo detalhes das previsões:

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Oi

Para o BTG Pactual, a Oi deve ter seus melhores resultados do ano até agora, apesar de queda anual de 4,8% projetada para a receita líquida do terceiro trimestre (mas com alta de 2,1% frente o segundo). 

O segmento residencial é apontado como possível destaque, com as receitas de fibra óptica no trimestre podendo alcançar R$ 746 milhões. Uma recuperação do segmento móvel também é esperada, assim como queda nas demais operações descontinuadas e no B2B.

Um maior controle de custos também faz parte da previsão, resultando em Ebitda projetado de R$ 1,3 bilhão e margem de 30% (maior que a dos últimos trimestres, mas menor em um ano). Uma posição de caixa de R$ 4,1 bilhões ao fim de setembro também compõe a aposta, após "queima" de R$ 1,8 bilhão estimada entre julho e setembro.

Vivo

Na Vivo, o BTG aguarda alta de 1,9% nas receitas do terceiro trimestre. Há expectativa que o negócio FTTH atinja faturamento de R$ 1,2 bilhão no período, o que significaria um salto anual de 43%.

No segmento móvel, a aposta também é de alta nas receitas, da ordem de 4%; por outro lado, as operações fixas legadas devem seguir em queda. Assim, o BTG projeta Ebitda avançando para R$ 4,4 bilhões e a margem da Vivo no trimestre subindo para 40,3%. 

TIM 

Na TIM, a alta na receita de serviços projetada pelo BTG é de 4,1% no terceiro trimestre, com a receita móvel crescendo no mesmo ritmo graças à força do pós-pago. Por outro lado, há baixa expectativa com receitas do segmento pré-pago, até pela recuperação econômica mais lenta do que o esperado no País. 

O relatório também prevê desaceleração de crescimento nas receitas fixas da TIM, mas com ritmo mais forte sendo recuperado a partir de 2022 graças ao acordo com a IHS para a FiberCo. No terceiro tri, é estimado um Ebitda de R$ 2,2 bilhões para a operadora, com margem crescendo para 47,7%. 

ISPs

Entre os provedores regionais, o BTG aposta em uma receita de R$ 121 milhões no trimestre da Unifique, o que significaria alta de 59% em um ano. Somando aquisições e crescimento orgânico, a base de companhia chegaria a 430 mil clientes. O Ebitda projetado pelo relatório é de R$ 63 milhões e a margem, de 52,3%.

Na Desktop, a expectativa é de receita líquida de R$ 92 milhões, expandindo 25% frente ao segundo trimestre. É esperada uma base de 367 mil clientes, não incluindo os quase 190 mil envolvidos nas últimas aquisições da provedora. O relatório prevê Ebitda crescendo para R$ 39,1 milhões, mas com a margem caindo frente ao tri anterior, para 42,5%.

Por último, a Brisanet tem receita projetada de R$ 188 milhões no terceiro trimestre, em expansão de 10% frente ao quarto anterior. A empresa encerrou o trimestre com 791 mil clientes, tendo adicionado 54 mil no intervalo. 

O BTG espera um Ebitda da provedora subindo para R$ 70 milhões e margens para 37%, ou ainda abaixo do guidance dado na época do IPO. Mesmo assim, o ritmo de crescimento da infraestrutura óptica da Brisanet é apontado como trunfo para um futuro crescimento.  

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