América Móvil e Ericsson testarão 5G no Brasil em 2016

Foto: Divulgação

Seguindo passos da Verizon nos Estados Unidos, a América Móvil (AMX) realizará testes com o 5G no Brasil em 2016, em parceria com a Ericsson. O CEO da fornecedora, Hans Vestberg, realizou apresentação para a presidenta Dilma Rousseff em sua sede em Estocolmo, na Suécia, no domingo, 18, quando fez o anúncio. Além dos testes com a nova tecnologia de quinta geração, a parceria também envolverá sistemas de Internet das Coisas (IoT) e novos projetos com universidades brasileiras.

Em comunicado enviado à imprensa nesta segunda, 19, a Ericsson declara que a realização dos testes em 5G é parte do apoio à agenda digital brasileira para acelerar oportunidades em áreas como saúde, educação, energia, agricultura e novas aplicações da indústria. Os testes com a AMX utilizarão uma rede operacional com o sistema da fornecedora em parceria com as verticais. Da mesma forma, um sistema será implantado para testar a aplicação de IoT para indústrias e setor público, focando especificamente em aplicações com baixo consumo de bateria, como sensores para áreas remotas.

A empresa já realiza testes de 5G com a Universidade Federal do Ceará (UFC), mas também anunciou a extensão desse projeto, além de duas novas parcerias para programas adicionais em pesquisa da tecnologia com a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Campinas (Unicamp). Essas novas etapas do desenvolvimento com parceria acadêmica deverão ser conduzidos em 2017.

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Os testes com a Unicamp e a USP envolverão sistemas de IoT autônomos baseados em sensores. A ideia é proporcionar a base para sistemas como carros autônomos, rodovias que possam se comunicar com autoridades em caso de emergência, ou sistemas de previsão de tempo ligados às estradas. Já com a UFC, a ideia é investigar a arquitetura de múltiplas entradas e saídas (MiMo) com várias antenas em estações radiobase, além da recepção em terminais para 5G. Também com a universidade cearense está prevista pesquisa em sistemas de qualidade de serviço com alocação inteligente de recursos de rádio utilizando algoritmos e técnicas para alcançar bit rate mais altos.

No comunicado enviado à imprensa, Vestberg afirma que os testes trarão vantagem competitiva à Ericsson e que está trazendo pesquisas dos laboratórios para redes operantes. Cita ainda o papel da empresa no consórcio de pesquisa METIS I, que criou as diretrizes para o 5G em parceria com a União Europeia, e sua continuação no METIS II, que deverá guiar o desenvolvimento e a padronização da tecnologia e traz parceria com a organização 5G-PPP e países da UE, além de Estados Unidos, Japão e Coreia. A proposta continua sendo a mesma: a de realizar a primeira implantação comercial até 2020.

Vale lembrar que a América Móvil, por meio da Claro, será a empresa que fornecerá a infraestrutura para a rede móvel dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. No entanto, diferente do uso do LTE durante a Copa do Mundo em 2014, o 5G ainda carece de padronização e, portanto, ainda não há terminais (smartphones ou de qualquer outro tipo) compatíveis comercializados no mercado. Há ainda a necessidade de se definir que faixas serão usadas, já que a tecnologia demanda muita capacidade de espectro, especialmente em frequências ultra-altas (acima de 6 GHz), incluindo agregação de portadoras.

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