Copel Telecom espera concluir privatização no primeiro trimestre de 2021

Wendell Oliveira

Em audiência pública realizada junto à B3 nesta quarta-feira, 19, a Copel Telecom sinalizou expectativa de encerrar no primeiro trimestre de 2021 o processo de venda para um novo dono. A privatização foi aprovada no último mês de julho pela controladora da operadora, a estatal paranaense Copel.

"Esperamos ter nas próximas semanas a publicação do edital, que já foi disponibilizado para consulta pública em junho. Com as contribuições, pode ser que exista alguma alteração. Depois do edital, teremos a sessão pública na B3", afirmou o presidente da Copel Telecom, Wendell Oliveira. O processo de leilão está previsto para o último trimestre deste ano.

"Estando tudo certo, esperamos ter a assinatura do contrato de compra e venda das ações no primeiro trimestre de 2021. Essas são as próximas etapas do processo de alienação", completou Oliveira. De acordo com o executivo, diversas empresas já compraram acesso ao data room com as informações sobre o ativo. Vale notar que o Tribunal de Contas paranaense (TCE-PR) ainda deve opinar sobre os termos.

Fibra

Durante a audiência, Oliveira lembrou que a privatização ocorrerá por decisão da Copel de focar investimentos na operação de energia; a estatal ainda é acionista da Sercomtel, que teve venda do controle acertada nesta terça-feira, 18. Também afirmou que o market share de acessos em fibra ótica da Copel Telecom no Paraná caiu nos últimos anos, passando de 67% para atuais 22%.

Ainda assim, a operadora reporta 206 mil acessos de banda larga e um milhão de homes-passed (HPs). A rede ótica que será leiloada tem 32,9 mil km e cobre mais de 80 municípios. Os contratos serão mantidos pelo novo comprador, incluindo os de atendimento a órgãos públicos.

Já 3,1 mil km de cabos OPGW serão transferidos para as operações da Copel: um contrato de direito de uso será oferecido ao vencedor do leilão em swap (troca) com a continuidade do uso da rede de fibra pela estatal de energia. A Copel ainda deve manter 61 torres de comunicação, as quais o novo controlador do braço de telecom também terá contrato para uso.

Transição

Ainda estão previstos contratos de prestação de serviços de TI e data center e de transição. Neste caso, haverá um prazo de seis meses, prorrogáveis uma única vez. Segundo Oliveira, os funcionários da Copel Telecom "não serão vendidos com o CNPJ", mas absorvidos por outras subsidiárias da estatal. A promessa do presidente é que não haverá demissões.

"Não existe proibição de que o adquirente contrate esses funcionários, mas vai ser uma decisão de mercado dela. Venderemos junto à Copel Telecom um contrato de serviços de transição, no qual garantimos que a estrutura vai continuar funcionando mesmo depois da transferência das ações", pontuou Oliveira.

3 COMENTÁRIOS

  1. É com grande sentimento que vejo uma grande empresa sendo vendida.

    Lamento que a verdade de sua venda não tenha sido colocada a público.

    Orlando Cesar de Oliveira
    Criador da Copel Telecomunicações S.A.

  2. Até uma criança de rua, abandonada e revirando lixo sabe os motivos: pilhéria de Mercado, agenda da razão de existir da Era do governo Bolsonaro, fazer o serviço que a Lava Jato fez na Petrobras e que o Guedes e equipe se empenham sem esquecer as comissões. Mais nomes? Opa… aí também não dou, além dos públicos já expostos. Falta materialidade admissível.

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