"Não haverá negociação", diz Telemar

A expectativa do diretor de assuntos regulatórios da Telemar, Ércio Zilli, sobre a livre negociação entre operadoras fixas e móveis para definir a VU-M (tarifa de rede móvel) é das mais pessimistas: ?Achamos que não haverá negociação.?
Segundo o superintendente de serviços privados da Anatel, Jarbas Valente, se por volta de outubro ou novembro as empresas não chegarem a um acerto quanto a um valor para valer a partir de fevereiro de 2005, a agência arbitrará as negociações, quando solicitada por qualquer uma das partes.
?Fazer o pedido de arbitragem, porque as móveis não querem negociar?, declara Zilli.

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Repasse

Outra reclamação do diretor da Telemar é o ?repasse? de receitas que as teles fixas realizam para as móveis. O argumento de Zilli é que dos R$ 3,5 bilhões gastos pelas teles móveis em 2003 com aquisição e retenção de clientes, R$ 2,8 bilhões teriam ido para subsídio da população de baixa renda. ?E se retirarmos os R$ 2,8 bilhões do total de R$ 6,6 bilhões repassados das fixas para as móveis com o pagamento da interconexão, ainda poderíamos ter uma redução de 42% da VU-M sem prejuízo da ampliação da base pré-paga?, argumenta Zilli.
Jarbas Valente, da Anatel, discorda. ?As fixas não repassam nada para as móveis?, afirma, explicando que as concessionárias não podem alegar perda de uma receita que elas não têm.

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