Entrada de novos grupos no Brasil passa por altos investimentos e receitas baixas, diz A.T. Kearney

Para Alex Liu, um dos principais consultores da A.T. Kearney para a área de telecomunicações, os recentes movimentos da Verizon e da AT&T em busca de oportunidades fora dos EUA mostram que essas empresas perceberam um esgotamento do mercado interno e precisam expandir. Recentemente, vieram à tona planos da AT&T de expandir sua atuação para o Canadá e da Verizon na Europa (com especial interesse na Telefônica).
Ele aponta que essa é uma tendência comum a todas as empresas do setor de telecomunicações, em especial nos EUA. Para Liu, que fica baseado em São Francisco, EUA, e atende às principais contas de telecom da A.T. Kearney  naquele país, ainda é pouco provável, contudo, que o Brasil seja alvo desse tipo de movimento agora, apesar de haver um conjunto de empresas em posição de serem adquiridas ou incorporadas, como a Oi, Nextel e mesmo a GVT. Para ele, o desafio do Brasil é que é um mercado muito competitivo, que ainda exige fortes investimentos em infraestrutura e receitas menores do que aquelas registradas em mercados já desenvolvidos, onde já houve um processo maior de concentração. Mas ele não descarta que alguma dessas empresas possa se interessar, ainda que, em sua visão pessoal, é mais provável que empresas asiáticas façam esse movimento de expansão, como já estão fazendo nos EUA, onde a japonesa Softbank está tentando comprar a Sprint.

Modelo asiático

Ele diz que o exemplo asiático é, nesse momento, importante para o Brasil. "Há 20 anos, a Ásia estabeleceu alguns mercados prioritários na área de telecomunicações e investiu pesadamente em infraestrutura. Hoje, é a região que lidera o desenvolvimento tecnológico e tem grandes empresas globais", disse ele.

Internet

Alex Liu acha improvável que os grandes conglomerados de Internet façam um movimento no sentido de adquirir empresas de infraestrutura de telecomunicações. "telecomunicações exige muito investimento e alavancagem financeira, e nenhuma dessas empresas de Internet gosta desse modelo. Eles preferem atuar pontualmente, como faz o Google na cidade do Kansas, para fomentar modelos, mas o business model deles é em cima da infraestrutura de terceiros", diz. Para Liu, o Google está em busca, nesse momento, de encontrar sua segunda grande fonte de receita. A primeira é, obviamente, o mercado de publicidade em buscas, mas ainda não apareceu um segundo candidato. ele não descarta que o próximo passo sejam serviços pagos.

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