Telecom Italia vê progresso em negócio com Oi Móvel e na busca por parceiro em fibra

Luigi Gubitosi, CEO da Telecom Italia

Comentando o balanço financeiro do primeiro trimestre divulgado na última segunda-feira, 18, a Telecom Italia (controladora da TIM) reportou progresso na negociação para compra da Oi Móvel (em proposta conjunta com a Vivo) e na busca de um parceiro estratégico para lançamento de redes fixas de fibra no Brasil.

Em call sobre os resultados nesta terça-feira, 19, o CEO da operadora italiana, Luigi Gubitosi, avaliou que há um "momento positivo" para a realização de movimentos estratégicos no Brasil. "Estamos vendo um bom progresso na potencial aquisição dos ativos móveis da Oi, em parceria com Telefónica", comentou. Há duas semanas, representantes da TIM e da Vivo reportaram que as conversas estavam em um estágio inicial com a due dillegence na Oi.

A Telecom Italia também destacou que um NDA (non-disclosure agreement, ou termo de confidencialidade) já está sendo assinado ao lado de parceiros estratégico para expansão da rede de fibra ótica no Brasil; anteriormente, a companhia sinalizou que pretende contar com um sócio até o final do ano.

"Assim como na Itália, buscamos parceiros estratégicos para reduzir o time-to-market e maximizar o retorno do capital aplicado. Isso é muito importante e é um dois pilares principais da nossa estratégia", afirmou Gubitosi. Vale lembrar que no país europeu, a Telecom Italia avalia proposta do fundo KKR para parceria no lançamento de fibra.

Operacional

Durante primeiro trimestre, o faturamento da controladora da TIM caiu 11,3%, para 3,964 bilhões de euros. No mercado italiano, a queda ficou em 11,1% (3,113 bilhões de euros), enquanto a operação brasileira teve queda reportada de 12,3%, para 859 milhões de euros. Importante observar que a desvalorização do real frente ao euro exerceu forte pressão sobre esta cifra, ou cerca de 175 milhões de euros. Organicamente, a TIM teve alta de 1,6% nas receitas no primeiro trimestre.

Os números totais do grupo também foram impactados pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), que afetou a receita total de serviços em 9,8%, para 3,687 bilhões de euros; no momento, a Itália está iniciando a saída do lockdown que durou dois meses e planejando um pacote de estímulos, inclusive para o setor de telecom.

Com a desaceleração no primeiro trimestre, o Ebitda do grupo no primeiro trimestre recuou 10,8% (para 1,735 bilhão de euros); já o investimento (capex) total da Telecom Italia caiu 1,3%, para 599 milhões de euros.

Por sua vez, o lucro da controladora entre janeiro e março cresceu 216%, para 591 milhões de euros, impulsionado sobretudo pela conclusão da fusão, com a Vodafone, das unidades de infraestrutura de torres dos dois grupos, reunidas na Inwit. O ganho de capital com a transação foi de 441 milhões de euros.

Em abril, 8,6% das ações da Inwit foram negociadas pelas duas empresas (4,3% de cada uma), levantando cerca de 400 milhões de euros para Telecom Italia, que utilizou os valores para redução da alavancagem. Agora, a empresa já avalia uma "segunda onda de monetização" dos ativos. Para tal, um consórcio liderado pela Ardian Infrastructure recebeu um período de exclusividade para negociar a compra de participação minoritária na holding que controla a fatia da Telecom Italia na Inwit.

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