Internet fixa do Brasil continua tendo a maior carga tributária do mundo, diz UIT

Enquanto no serviço móvel houve uma queda no estudo ICT Price Trends da União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgado nesta terça-feira, 19, o serviço de conexão à Internet brasileiro mostrou uma melhora em 2019 no ranking que avalia preço do serviço em relação à renda média per capita. Mas a carga tributária na banda larga fixa continua sendo a maior do mundo.

Com incidência de 40,2% de impostos no preço da conta da Internet fixa, o País tem novamente o maior índice dentre os mais de 170 países pesquisados pela UIT, muito à frente da segunda maior carga tributária (de 33,5% na Zâmbia). A porcentagem brasileira é a mesma identificada no serviço de celular.

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Na banda larga fixa, o Brasil está em uma posição bem acima do que o registrado no ranking dos serviços móveis, na 45ª posição, com 1,4% da renda média bruta nacional. O resultado indica uma melhora: em 2018, o País estava em 47º lugar, embora tivesse a mesma relação de 1,4%. 

O preço médio da cesta é de US$ 10,92, mas com uma velocidade média de 2 Mbps. O valor da renda média per capita em dólares em 2018 era de US$ 9,140. O estudo coloca que a franquia é ilimitada (algo que a Anatel mantém desde meados de 2014). O índice de maior valor por dinheiro ("paridade de poder de compra" por Mbps) é de 8,9.

A UIT considera que banda larga fixa seja o serviço com pelo menos 256 kbps de velocidade e franquia. A média global é de US$ 28 pela cesta de serviços, com países em desenvolvimento tendo média de US$ 27. Já a média mundial do custo por renda média per capita é de 8,7%.

O relatório pode ser acessado clicando aqui

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