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Para CIO da Telefónica, se as teles não se mexerem agora, perderão o negócio

Para o CIO global da Telefónica, Phil Jordan, as empresas de telecomunicações precisam começar imediatamente o processo de mudança de cultura e mudança em relação às plataformas de TI, ou perderão receita. Jordan, que participou do Amdocs Latam Business Summit, realizado esta semana em Cancun, no México, disse que ainda não é tarde para as empresas de telecomunicações começarem o processo de mudança.

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"Temos que começar agora ou perdemos o nosso negócio. É lento? É. É difícil? É. Vai levar três ou quatro anos, e temos condições de resistir até lá, mas se não começarmos agora vamos perder metade das receitas", disse ele, depois de apresentar o projeto de transformação que o grupo Telefónica está promovendo em todas as suas operações, colocando os sistemas de TI no centro dos processos. Segundo Jordan, a meta é reduzir de 7 mil para menos de 2 mil sistemas em todas as operações da Telefónica no mundo. A principal parceira nesse processo é a Amdocs. "Escolhemos a Amdocs por ser uma empresa focada em telecomunicações", disse ele. Os primeiros mercados que passarão pelas mudanças são Chile e Peru, seguidos de Argentina. O Brasil ainda está nos estágios iniciais e deve ficar para um segundo momento.

Para Jordan, IT é hoje a principal oportunidade de diferenciação de uma empresa de telecomunicações. "Empresas da nova economia como Airbnb e WhatsApp foram valoradas por mais do que empresas da economia tradicional como Intercontinental e Vivo", diz ele. Parte do problema, segundo Jordan, é pelo foco equivocado dado ao setor de TI dentro das empresas.

"A área de TI (das teles) foi gerida por pessoas de rede por muito tempo, e infelizmente ainda não chegamos ao nível de maturidade que temos nas redes em nossos sistemas de TI". Para ele, as empresas de telecomunicações não conseguirão ser verdadeiramente empresas digitais se não conseguirem, primeiro, tratar e atualizar os sistemas legados e, principalmente, entender o novo ciclo de demandas dos usuários. "A cadeia de valor está sob ataque, os usuários estão com uma expectativa muito maior, a regulação ainda não está equilibrada e temos uma revolução IP batendo à porta", sintetizou Jordan.

Ele ressaltou a importância de concentrar esforço na atualização dos sistemas. "Padronização é uma das questões essenciais hoje para evitarmos o erro dos sistemas legados do passado". A boa notícia, segundo o CIO da Telefónica, é que algumas operadoras já iniciaram esse movimento. "Hoje 65% do nosso Capex em IT é em transformação. No passado a maior parte dos nossos gastos era para manutenção dos sistemas".

Para Manuel Zepeda, presidente da Amdocs para a América Latina, a única coisa que ninguém ainda conseguiu tomar das teles foi o consumidor. "Por isso é essencial conseguir segurá-lo. Zappos e Uber estão redefinindo a experiência do usuário, por exemplo, com informações instantâneas sobre o que esperar do serviço. Ainda não entramos na era do customer orders, mas precisamos chegar nesse ponto. Isso será cada vez mais demandado", diz ele, referindo-se à possibilidade de dar ao usuário de telecom flexibilidade total sobre os serviços e pacotes contratados, em tempo real, como fazem as empresas de Internet.

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