Realidade aumentada começa a ganhar espaço no Brasil

Realidade aumentada é uma das áreas de desenvolvimento de conteúdos em Internet e telefonia móvel mais promissoras no ambiente das novas tecnologias. Trata-se de um mercado ainda incipiente no Brasil, mas que começa a ter as suas primeiras experiências. Só para se ter uma ideia, a empresa Maya, uma das primeiras a apostar na tecnologia no Brasil, cresceu 96% em 2009 e nos cinco primeiros meses de 2010 já cresceu 10% a mais que o ano passado inteiro. "Captamos dois novos projetos a cada 15 dias, em média. Somos obrigados a recusar algumas propostas, tamanha a procura", diz o sócio-diretor da Maya, Renato Konishita, que participou da 9ª edição do Tela Viva Móvel.
Para Adriano Santgenili, o outro sócio-diretor da Maya, palestrante de um painel sobre realidade aumentada, há diversas oportunidades potenciais para a indústria de telefonia móvel. A agência desenvolveu um sistema de realidade aumentada para o correntista do Bradesco que, a partir de seu celular e localização geográfica, encontra a agência mais próxima de uma maneira interativa. "Foi o primeiro aplicativo de realidade aumentada brasileiro e feito por brasileiros", comemora.
Obstáculos
Porém, para esse mercado de realidade aumentada decolar no celular, Santgenili acredita que é preciso mais informações, ou seja, cadastramento dos usuários, pontos de interesse etc, além de aparelhos com maior capacidade de processamento e memória, além de boas câmeras e recursos de localização, como GPS, bússola e acelerômetro. "Posso apontar meu celular para uma lata de Leite Moça, por exemplo, na prateleira de um supermercado e saber tudo o que for necessário, como informações nutricionais, calorias, etc. Mas, para isso, é preciso que esses dados sejam cadastrados num servidor, em uma base", diz Konishita. O hardware é outro grande problema. "Serão necessários avanços nos dispositivos móveis e melhorias também nos algoritmos de reconhecimento de imagens. Aí conseguiremos fazer coisas mais interessantes ainda", diz Santgenili. Konishita acrescenta que a Maya pretende se aproximar mais dos fabricantes de celular para a instalação do software de realidade aumentada, que vai embarcado no aparelho. "Além do mais, esses players precisam trabalhar com aceleração de chips, para suportar essas aplicações", acrescenta Konishita, que revela, sem mais detalhes, que a Maya está desenvolvendo um projeto de realidade aumentada para o sistema operacional Android, da Google.

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