"É melhor construirmos novos modelos rapidamente", diz News Corp

Peter Chernin, CEO da News Corp., é um desses executivos que frequentam assiduamente os grandes encontros da indústria. Sempre disponível para tornar públicas as suas opiniões, Chernin esteve na abertura da NCTA Cable 2007 e voltou a participar da mesma sessão na edição de 2008, que acontece esta semana em Nova Orleans. Trata-se do maior encontro da indústria de TV a cabo dos EUA.
Pois observar o que disse Peter Chernin em 2007 e observar o que diz ele em 2008 é um exercício interessante e que revela quanto os grupos de mídia tradicionais, como a News Corp., estão evoluindo frente ao furacão das novas tecnologias digitais. Este ano, de maneira contundente e taxativa, Chernin afirmou: "Eu fico repetindo para mim mesmo: no grau que estamos tentando proteger nossos negócios, estamos fritos. É melhor construirmos novos modelos de negócio rapidamente, antes que os antigos se desfaçam. Se tentarmos nos fechar no nosso mundo, viraremos dinossauros". Foi, talvez, a mais contundente manifestação de um grupo de comunicações tradicional frente à complexidade dos problemas que se colocam na edição deste ano do evento. Em 2007, Chernin ia na mesma linha de raciocínio, mas parecia ainda um tanto receoso. Naquela ocasião, afirmou: "As oportunidades desse novo mundo são muitas, mas os riscos também. Pirataria e preservação dos modelos de negócio viáveis são os principais problemas".
Chernin exemplifica com o filme "Juno", que foi mais comprado pelo serviço iTunes (da Apple) do que pelos serviços de VOD nos EUA. "Não é que as operadoras de TV a cabo estejam fazendo algo errado. Mas existe algo a mais que precisa ser observado". Em vários momentos dos debates que acontecem durante esta edição do evento, por sinal, operadores de cabo constatam que hoje correm o risco de perder audiência para o iPhone, YouTube e outras plataformas de consumo de mídia. Talvez daí saia a preocupação de dar à TV a cabo uma opção de mobilidade rapidamente. "O lado bom de tudo isso é que quanto mais meios surgem para se assistir conteúdo, mais tempo as pessoas passam assistindo conteúdo", disse Philippe Dauman, CEO da Viacom.

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