Credores ainda não sabem como reagir à falência da Eletronet

A Furukawa e a Lucent, maiores credores da Eletronet, ainda aguardam os próximos desdobramentos do processo de autofalência da empresa para decidir que medidas tomarão sobre o assunto. Para a Furukawa, em princípio, as decisões da juíza Ellen Garcia Mesquita Lobato da 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, de declarar a falência da Eletronet com a nomeação de um síndico dativo (não-credor da empresa) para a massa falida e de manter a operadora em funcionamento foram positivas. No caso da Lucent, as negociações serão conduzidas diretamente pela matriz da empresa, nos Estados Unidos.
Segundo o presidente da Furukawa no Brasil, Foad Shaikzadeh, a decisão criou um ambiente semelhante ao do Chapter 11 (dispositivo legal da corte de falências dos Estados Unidos), que permite que a empresa mantenha-se em operação e, consequentemente, dá melhores condições para o pagamento de suas dívidas. A Furukawa terá um fator novo com que trabalhar em sua relação com a empresa devedora, negociando prazos de pagamentos de dívida com o síndico, diz ele. A maior preocupação do executivo era de que fosse concedida uma falência com o lacre da operação e com a transferência dos ativos para as cedentes, no caso as distribuidoras de energia elétrica donas das redes de transmissão por onde passa a rede de fibras ópticas da Eletronet.

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