Cade julga compra da GVT pela Telefónica na próxima quarta

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decide sobre a compra da GVT pela Telefónica na sessão marcada para a próxima quarta-feira, 25. No mesmo dia, o órgão antitruste define sua posição sobre a cisão da Telco, holding que permitia à Telefónica ter participação relevante na Telecom Italia, que no Brasil controla a TIM.

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O relator das duas matérias é o conselheiro Márcio Oliveira, que poderá referendar a posição da superintendência do Cade, que recomendou a aprovação das operações, com restrições. Uma das condicionantes a ser imposta é que a Vivendi, antiga dona da GVT e que agora passa a ter participação na Telefónica e Telecom Italia, saia da operadora espanhola.

A Anatel já aprovou a compra da GVT pela Telefônica confiando nessa determinação do Cade. Segundo o relator da matéria na agência, conselheiro Marcelo Bechara, o grupo francês já manifestou seu desinteresse em manter sua posição na Vivo. Com a operação, a Vivendi ficou com 11,3% das ações preferenciais da operadora.

A Superitendência-Geral do Cade recomenda que a aprovação da operação seja condicionada à assinatura de acordo de controle de concentração entre a autarquia, a Telefônica Brasil e a francesa Vivendi, antiga dona da GVT.

O órgão também recomendou a aprovação com restrições da operação para cindir a holding Telco. A restrição envolve também acordo de controle de concentração, uma vez que a operação implica em participação direta da Telefónica no capital da Telecom Italia, bem como uma participação da Vivendi em ambas.

A compra da GVT pela Telefónica foi anunciada em setembro do ano passado. A operação custou 7,2 bilhões de euros.

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