Impactado por reestruturação, lucro da Oi cai 17%, para R$ 837 milhões

O resultado financeiro da Oi, divulgado na noite desta segunda, 18, confirma os números divulgados antecipadamente no final de janeiro para tentar minimizar a instabilidade criada no mercado financeiro com a saída do então presidente da operadora, Francisco Valim.

Alguns indicadores ficaram um pouco aquém daqueles que haviam sido estabelecidos no plano estratégico como meta para 2012 em abril do ano passado. A receita líquida em 2012 ficou em R$ 28,142 bilhões, 0,8% a mais que os R$ 27,9 bilhões registrados em 2011 e abaixo dos R$ 28,9 bilhões previstos como guidance no plano estratégico. O aumento de 11,1% na receita do segmento de telefonia móvel, associada à desaceleração da queda no segmento residencial, foram os principais fatores que influenciaram o resultado, segundo a Oi.

Impactada pela reestruturação societária, concluída em fevereiro do ano passado, o lucro líquido consolidado da Oi recuou 16,8%, de R$ 1,006 bilhão em 2011 para R$ 837 milhões no acumulado dos 12 meses de 2012. A companhia destaca ainda um impacto mais valia de R$ 948 milhões no ano.

 O EBIDTA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companha foi de em R$ 8,801 bilhões em 2012, 0,4% maior que os R$ 8,766 bilhões registrados em 2011, dentro da previsão do planejamento estratégico de 2012, que previa o mesmo patamar do ano anterior. A dívida líquida da companhia teve um aumento anual de 60,4%, ficou em R$ 25,063 bilhões ao final de 2012, contra R$ 15,627 bilhões no ano anterior; e não muito longe do guidance que previa endividamento líquido de R$ 24,9 bilhões. A relação dívida líquida sobre EBITDA ficou em 2,85 vezes; em linha com os 2,8 vezes previstas pela Oi, e contra os 1,9 vezes registrada em 2011.

Dados operacionais

A Oi encerrou 2012 com 74,3 milhões de Unidades Geradoras de Receita (UGRs), das quais 19,1 milhões no segmento residencial, incluindo 12,5 milhões de linhas de telefonia fixa, 5,1 milhões de acessos banda larga, 757 mil clientes de TV paga e 727 mil terminais de terminais de uso público (TUPs). No segmento de telefonia móvel, ao final de dezembro a Oi registrava 46,3 milhões de UGRs, sendo 39,8 milhões pré-pagos e 6,5 milhões pós-pagos. O segmento corporativo apresentou crescimento de quase 15% no ano, chegando a 9,0 milhões de UGRs.

Graças ao foco nas ofertas de pacotes de serviços, a Oi tem conseguido aumentar a receita média por usuário (ARPU). Ao final do ano passado, mais de 53% da base de clientes da Oi contratava mais de um produto, cerca de 6,744 milhões de domicílios do total de 12,629 milhões de residências. A ARPU residencial no quarto trimestre de 2012 chegou a R$69,2, alta de 6,8% em relação a igual período do ano anterior. Já a ARPU móvel último trimestre ficou em R$ 21,5, contra R$ 22,3 apurado em igual período de 2011.

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