Oi assina carta da Coalizão WiFi 6E defendendo uso não licenciado do 6 GHz

A Oi é a única operadora que assina a carta da Coalizão WiFi 6E Brasil, enviada à Anatel na noite desta quinta-feira, 17, manifestando apoio à decisão da agência reguladora que recomendou a destinação da faixa de 6 GHz (espectro entre 5.925 a 7.125 MHz) para o uso não licenciado, mediante o emprego de equipamentos de radiação restrita.

Segundo a coalizão multissetorial, composta por empresas como Facebook, Google, Amazon, associações setoriais de telecomunicações como Abrint e entidades da sociedade civil, como a Coalizão Direitos na Rede (CDR), a decisão da agência vai permitir movimentar um mercado em que já há empresas fabricando equipamentos compatíveis com WiFi 6 no Brasil, e tão logo o WiFi 6E seja liberado, eles entrarão na linha de produção.

A Coalizão WiFi 6E diz que os impactos positivos da decisão da Anatel beneficiarão os mais diferentes setores da economia. "Conforme demonstrado em estudo anexado aos referenciados autos, o valor econômico acumulado entre 2020 e 2030 associado à destinação de 1.200 MHz na banda de 6 GHz será de US$ 112,14 bilhões em contribuição para o PIB; US$ 30,03 bilhões em superávit do produtor para as empresas brasileiras; e US$ 21,19 bilhões em superávit do consumidor à população brasileira, a partir de 2021, data em que equipamentos, soluções e serviços baseados na tecnologia WiFi 6E poderão estar disponíveis no mercado nacional", diz a carta enviada à Anatel.

Benefícios para a sociedade

Outro importante apontado na carta pela Coalizão WiFI 6E são os benefícios que a liberação da faixa de 6 GHz pode proporcionar para a sociedade. "O uso não licenciado da faixa de 6 GHz possibilitará a massificação da conectividade em banda larga e a democratização do acesso à Internet no Brasil, especialmente por meio da atuação dos provedores de Internet de pequeno porte, em alinhamento às políticas públicas estabelecidas para o setor de telecomunicações", dizem as entidades na carta.

A Coalizão WiFi 6E lembra ainda que no atual contexto da pandemia do covid-19, a decisão da Anatel possibilitará a implementação de medidas de curto prazo para superar os desafios do distanciamento social, "permitindo que novas e mais potentes soluções de conectividade em alta velocidade suportem, dentre outros, o ensino a distância, o teletrabalho, a telemedicina, e o acesso a uma diversidade de conteúdos audiovisuais e mídias sociais que possibilitam aos brasileiros continuarem socialmente conectados nestes tempos difíceis", esclarece o documento enviado à agência.

Disputa entre operadoras e big techs

O debate sobre o uso da faixa de 6 GHz está numa disputa entre operadoras, fornecedores e grandes aplicações da Internet. O pleito de operadoras era de que se reservassem 500 MHz na faixa para futuras aplicações 5G, conforme apontado pela GSMA. Por outro lado, grandes empresas de tecnologia como o Facebook, além da Oi defendiam a destinação total para o WiFi 6E.

Na última terça-feira, 15, um grupo de operadoras, fornecedores e associações mundiais, incluindo Telefónica, Ericsson, Nokia e Huawei, lançou manifesto em defesa do estudo da porção superior da faixa de 6 GHz para serviços móveis.

Entidades da sociedade civil também se manifestaram a favor da liberação do uso do 6 GHz para uso não licenciado por equipamentos de radiação restrita em sua completa extensão de 1.200 MHz. Em nota enviada para o Conselho Diretor da Anatel, a Coalizão Direitos na Rede (CDR) afirma que tal medida permitirá que pessoas, empresas de pequenos e médio porte, comunidades e organizações sem fins lucrativos acessem o espectro, expandindo assim o acesso à conexão por meio da exploração completa da tecnologia Wi-Fi 6E no Brasil. O entendimento da CDR segue alinhado com o que grandes empresas de tecnologia, como o Facebook, e especialistas também defendem.

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