Plano para triênio do BNDES inclui crédito para promover banda larga fixa

Foto: pixabay.com / Pexels

O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) anunciou nesta quarta, 18, seu plano estratégico para o triênio 2020-2022. Entre instrumentos de créditos e garantias com o objetivo de geração de emprego e renda por meio do aumento da produtividade e competitividade, a instituição colocou como meta o fomento à banda larga fixa no período. Nas áreas de crédito do plano trienal, o BNDES promete promover a esse tipo de conectividade, estimando um total de 2,5 milhões novos domicílios atendidos até 2022, o que corresponderia a 8 milhões de pessoas. 

Segundo afirmou o presidente do Banco, Gustavo Montezano, na apresentação do plano em Brasília, essa meta acompanha outras demandas, como a de saneamento básico e mobilidade urbana. "Adicionar banda larga é uma agenda do século 21, enquanto [o Banco] atua em agendas de recuperação do século 19", declarou. Nas orientações estratégicas com "grandes agendas" do plano, as TICs estão na estrutura produtiva com o objetivo de "universalizar telecomunicações e promover economia criativa e sociedade digital".

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Montezano não explicou como seria feito isso, mas o BNDES tem mantido estratégias de linhas de crédito para provedores regionais e para o financiamento de investimentos de infraestrutura. Além disso, a instituição anunciou também nesta quarta-feira uma parceria com a Qualcomm para a criação de um Fundo de IoT de até R$ 160 milhões, sob a supervisão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e já se valendo das mudanças aprovadas na Câmara nesta semana para a adequação da Lei da Informática às exigências da Organização Mundial de Comércio. 

No plano estratégico do BNDES, entre as metas de longo prazo, estão ainda o apoio à transformação digital para administração público; promoção de cidades inteligentes e e-gov; investimento em infraestrutura, tratamento de dados e qualificação profissional. O Banco tem também na agenda processos de desestatização (por meio de PPPs, concessões e privatizações) para atrair investidores privados visando o aumento da arrecadação, transferência de dívidas/contingências, monetização de ativos, "segurança regulatória" e apoio para estruturação de parcerias de longo prazo em projetos de interesse público nos setores de infraestrutura econômica e social.

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