Primeira rodada de disputas gera ágio de até 273,92%

Somente a primeira rodada do leilão da rede 3G já conseguiu superar a expectativa de ágio feita pelo presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg. A venda dos quatro primeiros lotes correspondentes à área I do Plano de Abrangência ? Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe ? fechou em R$ 1,918 bilhão, garantindo novas freqüências para as empresas Vivo, Oi, TIM e Claro.
A Vivo arrematou o primeiro lote da área I, no bloco J, confirmando sua intenção de coordenar as novas licenças com as radiofreqüências que já possui ? vizinhas ao bloco J. Mesmo sendo a única operadora de certa forma amarrada a um determinado bloco de freqüências, a Vivo acabou sendo a operadora que precisou pagar o menor ágio do conjunto de lotes da primeira rodada. A empresa pagou R$ 310,356 milhões pelas freqüências de cobertura das cidades do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe e Bahia, gerando um ágio de 89,62% após uma longa disputa com a Nextel.
A área I do bloco F, o maior dos quatro colocados à venda pela Anatel ? enquanto o F é dividido em conjuntos de 15 MHz, os demais possuem 10 MHz ? surpreendentemente não foi o mais caro entre os preços finais atingidos pelas empresas. O pacote, arrematado pela Oi, custou-lhe R$ 467,9 milhões (ágio de 90,59%). No entanto, foi o mais disputado, com interesse também da Nextel, Oi e TIM.
O maior ágio foi atingido na última disputa para a área I, correspondente ao bloco I. Entraram na briga as operadoras Nextel e Claro. A vencedora foi a Claro, pagando R$ 612 milhões pela fatia de espectro. A quantia é 273,92% maior do que o preço mínino para o pacote de freqüências.
A TIM também conquistou uma fatia para cobertura em 3G dos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe e Bahia. A empresa ficou com a área I do bloco G por R$ 528 milhões (ágio de 222,6%). Assim, apesar de ter disputado todos os lotes nessa primeira rodada, a Nextel não ganhou nenhuma freqüência por enquanto. As demais empresas habilitadas ? CTBC Celular, Brasil Telecom GSM e Telemig Celular ? não apresentaram lances até o momento.
As primeiras disputas mostraram o potencial do leilão e fizeram com que a Anatel parasse da fazer apostas de ágio. Apenas nessas quatro vendas, o ágio superou R$ 1 bilhão, sensivelmente superior ao projetado no início da manhã pelo presidente da agência, embaixador Ronaldo Sardenberg, de R$ 700 milhões. O superintendente de Serviços Privados, Jarbas Valente, declarou que, nesse ritmo, o leilão pode arrecadar em torno de R$ 7 bilhões, mais do que o dobro do valor mínimo somado de R$ 2,8 bilhões.

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