Leilão de 3G privilegia as grandes, diz Sercomtel

A Sercomtel explicou os motivos que a fizeram não disputar as faixas de 1,9 MHz a 2,1 MHz para terceira geração no leilão que ocorre nesta terça-feira, 18, em Brasília. O principal deles é que a empresa não tem a opção de comprar faixas apenas para a área de registro 43, onde ela atua como autorizada de telefonia fixa e que, portanto, teria interesse em expandir sua operação de telefona móvel. A área de registro 43 está dentro do lote II do leilão de 3G, que corresponde à área da Brasil Telecom menos parte da área da CTBC (área VIII do leilão de 3G) e as cidades de Londrina e Tamarana (área XI do leilão de 3G).
Flavio Borsato, gerente da área de planejamento e engenharia, afirma que a Sercomtel não tem porte para entrar na disputa por uma das quatro faixas deste lote com provavelmente Claro, TIM, Vivo e BrT. Além disso, na visão da Sercomtel, o formato do leilão deve gerar disputas de preço também para as cidades de Londrina e Tamarana. Isso porque, as empresas que comprarem os quatro lotes da área II certamente vão participar da disputa pela área XI (Londrina e Tamarana) e também da área VIII ? que corresponde à parte da área da CTBC – para terem abrangência nacional no caso de Claro, TIM e Vivo. E no caso da BrT o interesse seria para completar toda a área II, onde ele é concessionária de telefonia fixa.
No entanto, para Londrina e Tamarana, a Sercomtel tem a opção de fazer a terceira geração na faixa de 850 MHz. A empresa já pediu a renovação da outorga que vence no ano que vem, pelo qual deverá pagar 2% da receita operacional líquida do exercício de 2009. A empresa avalia que para essas cidades ela não precisaria das faixas que estão sendo leiloadas, no entanto, deseja expandir sua operação móvel para toda a área de registro 43, possibilidade que não existe no edital. ?O valor mínimo para as faixas de 10 MHz + 10 MHz do lote II é de R$ 227 milhões. Se o ágio for de 90% como aconteceu na faixa J do lote I, o valor fica fora das nossas possibilidades?, diz Borsato.

Impugnação do edital

O executivo informa também que protocolou na Anatel um pedido de impugnação do edital por causa do impedimento da expansão da sua operação. No documento a empresa pede isonomia e oportunidade para as empresas com foco regional. Como é de praxe, a Anatel deve analisar os pedidos depois do leilão. Borsato afirma que a Sercomtel já tem ?propostas bastante competitivas? para fazer a terceira geração na faixa de 850 MHz e que ?todos os estudos já foram efetuados?. Como a empresa não está participando do leilão, tudo indica que essa será mesmo sua opção para a terceira geração. ?Só estamos esperando a decisão dos nossos acionistas?, afirma o executivo.

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