Setor tem boas perspectivas para 2003

São favoráveis para a bolsa em geral e para o setor de telecomunicações em particular as previsões para 2003. Mas atenção: devem persistir tensões, principalmente de ordem inflacionária, impedindo uma valorização mais expressiva do real. Nessas condições, tendem a prevalecer, na escolha dos investidores, ações defensivas (empresas com alta liquidez e boa proteção cambial).
Seis relatórios de bancos e corretoras levantados esta semana por TELETIME News apresentam, com pequenas variações, o mesmo tom sobre Brasil. Dos 13 Top Stock Picks do BBVA para a America Latina, por exemplo, seis são de empresas brasileiras: Cemig (energia), Tubarão (siderurgia), Petrobrás (petróleo), Telemar e Telesp Celular (telecom) e Votorantim (papel e celulose).
Tanto Rodrigo Magela, do Banco Pactual, quanto Victor Martins, do Banco Safra, acreditam que o segmento de telefonia fixa deverá apresentar boa performance em 2003. "Deve ser um ano de resultados muito bons", aposta Magela. Em especial, devido à forte

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redução das necessidades de investimento após o cumprimento das metas junto à Anatel. Agora, trata-se de maximizar uso da capacidade instalada e de redução de custos. Menos consensual, porém, é a ordem de recomendação das ações.
O BBVA, em relatório assinado pelo analista Jeffrey Noble, propõe a compra preferencial de Telemar que, segundo acredita, vai começar a colher os lucros de seus investimentos. E se o Brasil conseguir entrar em uma fase mais otimista, com apreciação do real, o potencial de Telemar se amplia. Nos seus cálculos, a dívida líquida da empresa deve sofrer uma redução de US$ 646 milhões no ano que vem — a relação com o Ebitda cairia de 1,4 vezes para 1,2 vezes. O potencial de valorização de Telemar em 2003 é de algo entre 50% e 55%, conforme a fonte. Isso significa que o papel chegaria a US$ 11 nos Estados Unidos e a R$ 40,50 (no caso da holding) no mercado brasileiro.
Victor Martins coloca Telesp na frente, principalmente devido ao seu baixo e protegido endividamento em dólares.
A maior polêmica diz respeito à Brasil Telecom (BrT). Magela e Martins dizem que a empresa, que não cumpriu metas por opção, poderá faze-lo a um custo menor, dadas as condições mais favoráveis para a compra de equipamentos. O BBVA, porém, traça uma fronteira mais rígida: "Nós recomendamos fortemente Telemar em vez de BrT como escolha relativa em 2003", compara, sob o argumento de que a empresa do Centro-Sul deve entrar em uma fase de maior investimento, com piora da relação EV/Ebitda.

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