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Exclusividade torna oferta de roaming menos competitiva, afirma Brisanet

José Roberto Nogueira, fundador da BrisaNet. Foto: Marcelo Kahn

Para a Brisanet, o consentimento da Anatel para exclusividade em acordos de roaming nacional com as grandes operadoras deve diminuir a atratividade do mecanismo – que faz parte dos remédios para aprovação da venda da Oi móvel.

Nesta terça-feira, 18, o tema foi abordado na Futurecom pelo CEO da empresa cearense, José Roberto Nogueira, e também pelo presidente da Anatel, Carlos Baigorri. Recentemente, a agência derrubou via efeito suspensivo uma determinação da área técnica que impedia cláusulas de exclusividade nas ofertas referência para acordos de roaming.

“Permitir que uma empresa faça roaming na mesma área com diversos players diferentes dá uma vantagem competitiva para o ‘romeiro’ que os outros não têm”, explicou Baigorri, em conversa com jornalistas. “Nosso objetivo é promover a competição, mas isso é diferente de criar privilégios. Se permitir à entrante ter roaming com todas as empresas, ela teria a melhor rede, que os outros nunca conseguiriam”, argumentou.

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Horas depois, leitura diferente foi feita pelo CEO da Brisanet, durante debate com outras operadoras do setor. “O remédio da oferta referência não vai curar, porque tiraram itens. Se assinarmos a partir da oferta de referência que está pública, não vamos conseguir competir tão bem”, afirmou Nogueira.

Como exemplo, o executivo citou negociação em curso com a Claro. Segundo a Brisanet, a empresa não teria torre ativa em Pereiro (CE), cidade natal da operadora regional. Com a vigência da exclusividade nos acordos de roaming, a cearense não poderia firmar um segundo contrato com prestadora que atendesse também o município. “Estamos buscando com a Claro que [o acordo] não seja feito por cidade, mas por site”, sinalizou Nogueira, como alternativa.

Winity

Na ocasião, o executivo também relatou certa dificuldade nas negociações com a Winity, que participava do mesmo painel. A operadora de infraestrutura pretende construir rede móvel neutra a partir do espectro de 700 MHz, mas tem acordo para que a Vivo use parte da capacidade espectral.

Segundo Nogueira, para a Brisanet, apenas o uso da faixa integral da eventual parceira seria interessante, sobretudo no Centro-Oeste (onde a empresa também vai entrar no mercado móvel, além do Nordeste). “A Winity tem que achar modelo para as grandes, mas também para atender os pequenos”, afirmou o CEO da Brisanet.

CEO da Winity, Sergio Bekeierman confirmou que as negociações com a Brisanet estão em curso e sinalizou que já esteve em Pereiro três vezes para conversas, abrindo a possibilidade para uma nova rodada de negociações. No momento, a empresa reporta tratativas em curso com dez players e previsão de fechamento de acordos nos próximos doze meses. Ao lado da Hughes, um projeto piloto já foi anunciado.

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