Penetração móvel para assinantes únicos é menor do que o esperado, diz GSMA

Apesar de o número total de conexões no mundo ser elevado, a penetração de assinantes únicos ainda tem muito espaço para crescer, de acordo com a GSM Association (GSMA). Considerando que a média global é de 1,85 cartão SIM por habitante, o total de usuários individuais deverá chegar a 3,2 bilhões no final deste ano, podendo crescer para 4 bilhões até 2017. Este número é menor do que os levantamentos anteriores da associação, pois considera o número de usuários, e não de SIMcards. Assim, a penetração de assinantes únicos no mundo é de apenas 45%.

Em termos globais, a penetração total deverá exceder os 100% já em 2013, mas a média mundial de assinantes únicos é menor do que o esperado. A GSMA enxerga isso como uma grande oportunidade de negócios para o mercado, embora ressalte que haverá um óbvio crescimento na penetração em países em desenvolvimento, que deverá compensar o desaquecimento nos mercados desenvolvidos, como o da Europa. Neste continente já existem países com cerca de 90% de penetração de assinantes únicos, como Dinamarca, Finlândia, Alemanha e Reino Unido.

Segundo o levantamento, aproximadamente um terço do total de 7 bilhões de pessoas no planeta não estão aptas a assinar serviços móveis por vários motivos, como falta de cobertura,  desemprego, faixa etária (crianças e idosos) e enfermidades. Desta forma, a base de assinantes disponível é de algo em torno de 5 bilhões – número que, segundo a Wireless Intelligence, deverá ser atingido pela telefonia móvel somente na próxima década, de acordo com a expansão da infraestrutura de rede em países em desenvolvimento e em áreas rurais.

Ainda na previsão da GSMA, o total de conexões móveis no final de 2012 será de 6,8 bilhões, incluindo acessos máquina-a-máquina (M2M), e 5,9 bilhões excluindo M2M e cartões SIM inativos.

Mercado nacional

O Brasil está acima da média mundial tanto em penetração total de conexões quanto de assinantes únicos, ficando atrás somente da Rússia no primeiro item, considerando-se os países do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O estudo, feito pela equipe Wireless Intelligence e divulgado nesta quinta-feira, 18, levou três anos para ser concluído e pesquisou 39 mercados em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

De acordo com a GSMA, a penetração de total de conexões no Brasil fechará o ano com 140%, chegando a 177% em 2017. A Rússia terá índices de 140% e 177%, em comparação. Já na penetração de assinantes únicos, o mercado brasileiro não se destacará tanto, chegando ao final de 2012 com 58% e, em cinco anos, 68%; enquanto os russos ficarão com 73% e 79% e a África do Sul com 66% e também 79%.

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