Brasil terá um quarto das conexões FTTH na América Latina

Até o final do ano, as conexões de fibra até a residência/empresa (FTTH) chegarão a 5,1 milhões na América Latina, segundo previsão da empresa de pesquisas Pyramid Research divulgada nesta terça-feira, 18. Isso representa 6,9% do total de conexões projetadas para 2015, contra 5,1% em 2014. Embora a participação brasileira seja de cerca de um quarto do total, a tendência é de que o País aumente essa participação nos próximos cinco anos.

Segundo dados da Anatel referentes a junho, o total de conexões de FTTH no Brasil era de 1,075 milhão, ou 1,133 milhão considerando também linhas com velocidades de até 512 kbps. Isso representa um ritmo de crescimento de 28,4 mil adições líquidas mensais em média em 2015. Assim, até o final do ano, espera-se que o País conte com cerca de 1,303 milhão de conexões de fibra, mantendo-se a média.

Isso significa que a participação brasileira no mercado latino-americano seria de pouco mais de 25% em dezembro. Porém, segundo avaliação do analista sênior da Pyramid, Marcelo Kawanami, o Brasil será o país com maior crescimento em FTTH na região nos próximos anos. "Dentro dos países da América Latina, o Brasil terá mais adoção – não em infraestrutura, porque as operadoras vão investir para aumentar a penetração em homes-passed, mas em termos de conexão", declarou ele a este noticiário.

Os números da projeção não estão fechados ainda, mas Kawanami afirma que isso seria baseado na estratégia principalmente da Vivo, a líder do mercado. Ele acredita que a empresa não só manterá a liderança em FTTH nesse período, como deverá aumentar o share nos próximos anos. Atualmente, a companhia conta com 488,6 mil acessos em fibra, considerando pouco mais de 1,6 mil conexões da GVT (a companhia atua mais como FTTc). Além disso, há uma tendência crescente de uso de fibra entre provedores regionais.

As políticas públicas de incentivo à fibra no País, como o programa Banda Larga Para Todos (que prevê implantação de backhaul ótico e de última milha em algumas das cidades com mais de 100 mil habitantes), são levadas em consideração na projeção, mas com parcimônia. "Consideramos o plano, mas de uma maneira bem realista". Kawanami diz que as operadoras esperam por esse incentivo para poder atuar em regiões de baixo interesse econômico.

Outros países

Políticas públicas definirão o mercado na região, como aconteceu com a maior operadora do Uruguai, a estatal Antel (Administración Nacional de Telecomunicaciones). Com uma estratégia agressiva de instalação da infraestrutura ótica até a última milha, o país agora conta com penetração de 75% de homes-passed. Dados de 2014 da Antel dizem que a empresa contava com 550 mil acessos FTTH. O analista da Pyramid diz que o México é outra força em fibra na região, com quantidade de conexões similar ao Brasil.

Embora a empresa preveja um ritmo de taxa composta anual de crescimento (CAGR) em 34,9% na região em cinco anos, o FTTH não deverá superar o xDSL, que continuará a ser 40% das conexões na América Latina até 2020. Atualmente, a tecnologia corresponde a 57,5% do total. A empresa prevê ainda que as receitas de banda larga em geração deverão crescer a uma CAGR de 6% entre 2015 e 2020 na América Latina.

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