Ericsson continua a apresentar queda nas receitas

Apesar dos esforços da Ericsson para reverter os recentes resultados de queda, a fornecedora sueca continuou a mostrar retração nos números, de acordo com balanço financeiro do segundo trimestre divulgado nesta quarta-feira, 18. A receita líquida da companhia foi de 49,8 bilhões de coroas suecas (4,82 bilhões de euros) entre abril e junho, uma redução de 1% comparado a igual período do ano anterior. No semestre, a queda foi de 4,99%, totalizando 93,2 bilhões de coroas suecas (9,03 bilhões de euros). De acordo com a companhia, o segmento de redes apresentou crescimento de 2% nas vendas, com aumento maior na América do Norte.

O bloco regional correspondente à América Latina e Europa totalizou 14,2 bilhões de coroas suecas (1,38 bilhão de euros) em receita trimestral, resultado estável em relação ao ano passado, mas com aumento de 9% na comparação com o primeiro trimestre de 2018. A área de redes teve 7,8 bilhões de coroas suecas (760 milhões de euros) no segmento.

O lucro operacional no trimestre de 200 milhões de coroas (19,4 milhões de euros) conseguiu reverter o prejuízo de 500 milhões (48,4 milhões de euros) no segundo trimestre de 2017. Apesar de no acumulado do semestre ainda haver prejuízo de 100 milhões de coroas, ainda é uma redução em relação ao prejuízo de 11,8 bilhões (1,14 bilhão de euros) nos primeiros seis meses do ano passado.

A fornecedora registrou prejuízo líquido de 1,8 bilhão de coroas suecas (170 milhões de euros), aumentando em mais de três vezes o resultado do segundo trimestre do ano passado. No acumulado do semestre, entretanto, conseguiu reduzir em 76,19% o prejuízo, totalizando 2,5 bilhões de coroas suecas (240 milhões de euros).

Foco em 5G e corte de custos

Em nota, o CEO e presidente da Ericsson, Börje Ekholm, ressaltou a continuidade da estratégia de negócios, a qual afirma estar "indo bem" em direção às metas para 2020 com uma margem operacional de pelo menos 10% (atualmente, está em 0,3%). Ele diz que pretende continuar a investir em pesquisa e desenvolvimento, incluindo testes de campo, para 5G.

O programa de corte de custos de 10 bilhões de coroas suecas (970 milhões de euros) iniciado no segundo trimestre de 2017 foi completado em junho deste ano, resultando na redução do quadro de funcionários em mais de 2 mil no trimestre e a demissão de 20,5 mil no total. "Estas são ações difíceis, mas necessárias para garantir competitividade", diz Ekholm. "Mesmo que o programa de corte de custos tenha sido completado, nossa estimativa de encargos de reestruturação continuarão para o resto do ano, enquanto continuamos as nossas atividades de eficiência durante o ano", completou.

Os custos de reestruturação para o ano de 2018 inteiro são estimados entre 5 a 7 bilhões de coroas suecas (entre 500 milhões e 680 milhões de euros). O desinvestimento da área Media Solutions – agora chamada de MediaKind – deverá ser completado no terceiro trimestre deste ano, com custos adicionais de 300 milhões de coroas (29,1 milhões de euros).   

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