Ericsson volta a apresentar quedas no trimestre; Brasil tem desempenho positivo

A Ericsson voltou a apresentar queda nas vendas e prejuízo no segundo trimestre do ano, segundo balanço financeiro da empresa divulgado nesta terça-feira, 18. Apesar do resultado negativo, a fornecedora sueca destacou o desempenho do mercado móvel brasileiro no período. Nesses três meses, a receita líquida da empresa totalizou 49,9 bilhões de coroas suecas (US$ 6,01 bilhões), uma queda de 8%. No consolidado do primeiro semestre, foram 96,3 bilhões (US$ 11,60 bilhões), um recuo de 9,41% em relação a igual período em 2016.

Todas as regiões apresentaram quedas nas vendas (tirando o bloco formado por Sudeste Asiático, Oceania e Índia, que ficou estável). O mercado Europa e América Latina mostrou queda de 11%, mas melhora de 20% em relação ao primeiro trimestre. A companhia ressalta que houve recuo no México e na América do Sul, mas que essa queda foi "parcialmente compensada pelo aumento nos investimentos em banda larga móvel no Brasil e no momento de implantação na Rússia". A Ericsson não detalha, mas no período o mercado brasileiro observou a liberação de uso da faixa de 700 MHz em mais de 1,8 mil cidades.

A fornecedora apresentou ainda prejuízo operacional de 1,2 bilhão de coroas suecas (US$ 144,5 milhões) neste segundo trimestre, contra lucro de 2,8 bilhões no ano passado (US$ 240,8 milhões). Considerando os seis primeiros meses, foi um prejuízo de 13,6 bilhões (US$ 1,64 bilhão), contra lucro de 6,2 bilhões de coroas suecas (US$ 746,5 milhões).

De abril a junho, a Ericsson registrou prejuízo de 1 bilhão de coroas suecas (US$ 120,4 milhões), em comparação com lucro de 1,6 bilhão (US$ 192,6 milhões) em igual período em 2016. No semestre, o prejuízo foi de 11,9 bilhões de coroas suecas (US$ 1,432 bilhão), contra lucro de 3,7 bilhões no ano anterior (US$ 445,5 milhões).

Naturalmente, o CEO da fornecedora, Börje Ekholm, afirmou em comunicado não estar satisfeito com o resultado de ampliação da queda nas vendas e nas perdas no trimestre. Diz ainda que está "acelerando as ações planejadas para reduzir custos". Segundo o executivo, a companhia oferece riscos de exposição em contratos atuais e, dependendo do resultado, vê um aumento no risco de ajustes de projetos de clientes e mercados, o que resultaria em um impacto negativo estimado entre 3 (US$ 361,2 milhões) a 5 bilhões de coroas suecas (US$ 602 milhões) nos próximos 12 meses, sendo 30% de impacto no caixa. Outro impacto negativo é estimado em 2,9 bilhões de coroas (US$ 349,1 milhões) por conta de redução na capitalização de plataformas de produtos, desenvolvimento de software e custos de hardware.

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