Verizon foca estratégia em altas velocidades

A indústria de telecomunicações se tornou uma indústria de banda larga, e a Verizon, a maior operadora de telefonia dos EUA, fez questão de deixar isso claro durante a NXTComm 2008, que acontece esta semana em Las Vegas. Denny Strigl, presidente e COO da empresa, foi enfático ao defender a posição do mercado norte-americano no desenvolvimento de plataformas de Internet, e fez uma defesa entusiasmada especificamente de sua plataforma de fibra-óptica.
"Hoje, três quartos dos lares dos EUA têm mais de uma opção de acesso banda larga, e apenas a Verizon sozinha tem mais clientes conectados em uma rede de fibra do que toda a Europa. É importante lembrar que esse desenvolvimento foi baseado na iniciativa das empresas, e não em políticas públicas".
O executivo deu alguns números mais recentes do projeto FiOS, que envolve a renovação da rede de acesso da Verizon por uma rede de fibras com serviços de voz, Internet em banda larga e vídeo. "Já é uma rede disponível a 12 milhões de lares e com 1,2 milhão de usuários. A cada ano, 3 milhões de lares passam a ser servidos pela rede de fibras ópticas", diz Strigl.

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Ele explica que se hoje toda a capacidade da rede de fibras fosse utilizada ao mesmo tempo, ainda assim seria possível entregar uma velocidade de download de 75 Mbps por usuário. A partir desta semana, a Verizon vai tornar disponível em todas as localidades atendidas pela rede FiOS o serviço com conexão de 50 Mbps. "E dobraremos a velocidade de todos os assinantes mantendo o preço que eles pagam", diz o executivo. É uma estratégia que tem alvo certo: as operadoras de TV a cabo. A Verizon também anuncia para este ano testes com velocidades de 100 Mbps e justifica: "Quem diz que o usuário não quer essas velocidades é quem não tem como entregar esse serviço. As pessoas querem velocidade".
Com menos ênfase, a Verizon também falou em sua estratégia de banda larga móvel, mas comentou apenas o compromisso de começar os testes com as tecnologias LTE ainda este ano, sem estabelecer um cronograma para a evolução da rede.

Problema bom

Com o aumento das velocidades e o aumento exponencial do tráfego banda larga, os serviços de download e compartilhamento de arquivos por meio de protocolos peer-to-peer (P2P) se tornaram um pesadelo para a Verizon e outras operadoras de banda larga. A Verizon diz que hoje 60% de seu tráfego de dados é decorrente de P2P. "Por essa razão, estamos envolvidos com o projeto P4P, que pesquisa soluções para otimizar esse tráfego, e já encontramos algumas alternativas que melhoram em até 200% a performance da rede, garantindo os níveis de serviço da infra-estrutura e melhorando a satisfação do usuário".
Aliás, o problema da sobrecarga das redes com tráfego peer-to-peer é mais discutido nesta edição da NXTComm do que os próprios serviços. Um dos temas que tem ganhado espaço nas discussões e presença junto aos expositores é o conceito de Deep Package Inspection (DPI), que basicamente é um monitoramento mais cuidadoso do tráfego de dados por parte do operador para evitar perdas de qualidade. Trata-se de um tema polêmico porque levanta questões sobre a violação do direito de comunicação, mas é também a melhor solução apontada até aqui para garantir o gerenciamento de uma rede banda larga.

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