Data de lançamento do SGDC continua indefinida

Em greve geral desde o mês passado, o Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, mantém o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro no chão. O lançamento, antes previsto para o dia 21 de março, depois remarcado para o dia 15 de abril e agora com status de indefinido pela operadora de foguetes Arianespace, só deverá ser feito pelo menos dez dias depois que a paralisação for encerrada. Isso porque o veículo de lançamento Ariane 5 e os equipamentos necessários precisarão ser checado novamente, além de haver inspeções de segurança.

Em comunicado enviado à Agência Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) disse que o adiamento não traria prejuízo financeiros ou ao andamento dos projetos do SGDC, uma vez que haveria previsão para atrasos. "Assim que o acesso ao local for liberado, será definida nova data de lançamento do satélite, sem prejuízos aos projetos de defesa e comunicações", garantiu o MCTIC na nota.

Além do SGDC, o Ariane 5 levará a uma órbita geoestacionária o satélite sul-coreano Koreasat-7, da Ktsat. O último posicionamento da Arianespace a respeito do status da operação é do final de março e mostra o lançamento com data indefinida.

Pode demorar. De acordo com a agência de notícias France-Press, a situação não melhorou na Guiana Francesa. Após um período de "trégua" durante a Páscoa, a greve voltou a ter manifestações, ressaltando a disparidade entre as condições do Centro Espacial de Kourou e o de comunidades sem energia elétrica ou fornecimento de água/esgoto na região. Os representantes de 37 sindicatos querem a assinatura de um acordo com o governo para um plano de emergência de mais de um bilhão de euros, além de mais de 2 bilhões de euros adicionais que seriam dialogados com os protestantes. Entre as demandas estão melhorias nas condições de trabalho, na saúde pública, na educação, comunidades e propriedade de terra. A Guiana é território francês desde o século 18 e foi utilizada pelo país europeu como refúgio de condenados para trabalhos forçados entre 1852 e 1946.

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