ZTE procura parceiro para fabricar celulares no Brasil este ano

A ZTE já comprou um terreno em São Paulo e importou a linha de produção para montar sua fábrica própria de handsets no Brasil. Contudo, antes de contratar algumas centenas de funcionários para tocar a produção local, a fabricante chinesa pretende firmar uma parceria com alguma OEM instalada no País. "Precisamos ter mais experiência antes de contratar tanta gente, pois será um grande passo", explicou Li Qiuyang, executivo que assumiu há apenas um mês o posto de presidente da ZTE no Brasil. A ideia é começar produzindo em parceria e, mais tarde, abrir a própria fábrica. A empresa está em negociação com os possíveis parceiros. O plano é começar a produção local de dois ou três modelos de smartphones ainda este ano. Pelo menos um deles deve se enquadrar na política de desoneração tributária criada pelo governo federal, diz Qiuyang.

Uma das dificuldades enfrentadas pela ZTE para a venda no Brasil é a mesma de outros fabricantes que importam equipamentos eletrônicos: os altos impostos de importação e a burocracia para a liberação da mercadoria nos portos e aeroportos. Fontes de operadoras se queixam que as encomendas feitas a fabricantes asiáticos precisam acontecer com antecedência muito maior que a média. Esse cenário confere ainda mais importância ao plano de produção local.

Marca

Em volume de aparelhos comercializados, a ZTE está entre as cinco maiores fabricantes de celulares do mundo. Sua meta é se tornar a terceira maior fabricante mundial de smartphones em 2015. Boa parte da produção atual da empresa se destina ao mercado chinês. Fora da China, a ZTE enfrenta a dificuldade de tornar a sua marca conhecida. Por isso, está investindo em patrocínios esportivos no Ocidente, como o do clube de futebol alemão Fortuna Düsseldorf. Qiuyang deixa em aberto a possibilidade de patrocinar algum time brasileiro no futuro.

Enquanto sua marca ainda não é muito conhecida pelo consumidor final, a ZTE explora sua relação próxima com as operadoras celulares, se posicionando como uma parceira flexível para atender os pedidos de customização dos devices.

Infraestrutura

Na área de infraestrutura, a ZTE não conseguiu contratos para as redes de acesso 4G. Mas aposta que terá espaço em outras camadas dessas novas redes, como a de transmissão. "Somos pacientes. Quando chegar a hora certa seremos escolhidos como parceiro principal", projeta o executivo. Ele destaca o forte investimento da ZTE em pesquisa e desenvolvimento, com 20 mil funcionários dedicados a este fim, enquanto concorrentes vêm demitindo engenheiros. "Acreditamos que somos os players mais estáveis para os próximos dez anos", conclui.

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