Para Net, over-the-top não tira mercado da TV por assinatura no Brasil

No Brasil, a oferta de conteúdos over-the-top (OTTs, que são conteúdos online e aplicações que rodam em TVs, set-tops e media centers) não deve ter o impacto que teve na TV por assinatura americana. Segundo Marcio Carvalho, diretor de produtos da Net, o fenômeno de cable cut (usuários substituindo a TV por assinatura por serviços over-the-top) não deve ser tão significativo no Brasil por conta do tamanho do mercado. "Nos Estados Unidos, a penetração da TV por assinatura era de quase 100%, aqui há espaço para que os dois tipos de serviço cresçam", disse a este noticiário. Ele não descarta, no entanto, a força da programação nos Estados Unidos. Diferentemente do que acontece no Brasil, naquele país os principais eventos ao vivo são transmitidos com exclusividade na TV por assinatura, não na TV aberta. "Nós temos que nos esforçar para oferecer uma qualidade que justifique o pagamento da assinatura no fim do mês", disse.
Em debate durante o TV 2.0, evento promovido pelas revistas TELA VIVA e TELETIME que aconteceu nesta sexta, 18, em São Paulo, o executivo apontou que a saída para o setor é aprender com os novos produtos criados pelos entrantes no mercado e fazer melhor. Ele prometeu "para breve" o seu serviço de vídeo on demand, chamado de Net Now. Segundo ele, todos os modelos de negócios serão explorados: haverá conteúdo oferecido gratuitamente, pago por título assistido e, num segundo momento, haverá oferta de assinatura de uma biblioteca de títulos.
Carvalho diz que a operadora continua trabalhando em uma plataforma para "TV Everywhere", já apresentada na ABTA 2010, que aconteceu em agosto passado. Contudo, a tecnologia deve demorar um pouco mais para virar um produto comercial. "Estamos privilegiando a TV grande", disse, referindo-se ao que considera a principal tela nos lares, a televisão.

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