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Open RAN está nos planos de mais de 90% das operadoras, afirma Mavenir

Fornecedora de software que tem despontado como player relevante no ecossistema Open RAN, a Mavenir acredita que a adoção das redes de acesso abertas, interoperáveis e com múltiplos fornecedores é apenas uma questão de tempo entre as operadoras móveis.

Em pesquisa global da empresa ao lado da Mobile World Live, 94% das teles ouvidas revelaram interesse em usar o padrão ao longo dos próximos cinco anos. A parcela que já iniciou a implementação efetiva do Open RAN ainda é pequena (12%), mas um quarto das teles pretendia começar projetos do gênero em 12 meses e outro quarto, dentro de dois anos.

No Brasil, a expectativa é que os primeiros planos concretos das teles sejam revelados ainda em 2022, com a implementação comercial do Open RAN ganhando tração em 2023, de acordo com o diretor de pré-vendas da Mavenir na América Latina, Antonio Tostes. Em entrevista a TELETIME, o executivo pontuou que o interesse não é restrito a grandes teles, mas também operadoras de “tier 2 e 3” no mercado brasileiro.

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Para Tostes, a solução está madura para implementação comercial, seja do ponto de vista da testagem quanto da disponibilidade de fornecedores para software ou hardware. Mesmo a Mavenir – que tem foco em software e na abordagem agnóstica com vendors – tem atuado no desenvolvimento de plataforma de rádio para complementar a oferta na área.

De início, há expectativa de uso do padrão aberto em verticais do segmento corporativo, mas Antonio Tostes também reporta conversas para atendimento de obrigações editalícias de cobertura 5G. Ao lado de entrantes do leilão, a Mavenir ainda negocia o fornecimento de sistemas de TI para construção das novas redes.

Core na nuvem

A provedora já tinha atuação pregressa ao Open RAN no setor de telecom, com ampla trajetória em segmentos como virtualização, sistemas de controle, de mensageria, de serviços de valor agregado e VoLTE. Dentre as principais apostas atuais da Mavenir está o núcleo (core) nativo em nuvem de rede 5G e 4G.

Na pesquisa conduzida pela empresa, 44% das operadoras globais foram classificadas como confiantes quanto à migração de mais funções para a nuvem. As abordagens restantes se dividiram entre conservadoras (33%), cautelosas (16%) e incertas (6%), o que não chega a preocupar a Mavenir.

“Mesmo quem tinha mais cautela, seguramente vai adotar”, afirmou Tostes, lembrando que funções de TI das teles já foram amplamente migradas para ambientes de cloud. No caso do núcleo de rede, a capacidade de reconfiguração à demanda oferecida pelas provedoras hiperescala de nuvem deve ser motivador para as teles, já pressionadas pelo volume de aportes necessários ao 5G.

“As receitas não sobem tanto e a demanda em cima da rede sobe muito. Isso vai demandar mais espectro, core e data center, então a cadeia precisa ser mais eficiente. Cloud não é uma ameaça, mas uma oportunidade que está estabelecida”, completou. No Brasil, a Mavenir foi uma das fornecedoras que atuou na validação, pela Vivo, de core 5G na nuvem da AWS.

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