No Reino Unido, conspiracionistas anti-5G atacaram 159 antenas em 2020

Foto: Christoph Scholz

Um relatório sobre o mercado móvel do Reino Unido publicado pela Ofcom (o regulador de comunicações britânico) revelou que, ao longo de 2020, 159 estações radiobase de telecomunicações foram atacadas por conspiracionistas anti-5G.

"Ao longo deste ano, uma série de alegações infundadas circularam, muitas vezes por meio da mídia social, alegando ligação entre os novos serviços 5G e o covid-19", afirmou a Ofcom. Segundo a agência, os boatos circulam apesar de as implantações 5G estarem em um estágio relativamente inicial no Reino Unido e não terem ocorrido em muitos dos países impactados pela pandemia.

"Antes disso, também havia falsas alegações de que as emissões do campo eletromagnético de estações base 5G representavam um risco maior para a saúde das pessoas", lembrou o relatório. A Ofcom notou que testes conduzidos na nação indicaram emissões dentro dos padrões indicados pela Comissão Internacional de Proteção Contra Radiação Não Ionizante (ICNIRP).

Alerta

A sabotagem vem preocupando autoridades e a GSMA (que representa a indústria móvel) desde abril, quando a pandemia escalou em nível global. Em várias ocasiões, os operadores foram obrigados a restringir o acesso às antenas afetadas. A Ofcom estima que cerca de 170 mil horas cumulativas de inatividade em estações foram registradas por todas as operadoras após os incidentes no Reino Unido.

No Brasil, o eco de teorias da conspiração envolvendo falsas alegações ao 5G não tem sido relevante. Um projeto que propunha a proibição do padrão em Santa Catarina chegou a ser apresentado em 2019, mas foi alterado após críticas.

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