Telefônica eleva investimentos em 2009

Os investimentos da Telefônica em 2009 serão um pouco superiores aos R$ 2 bilhões aplicados em 2008 (só contando a Telesp), e o Grupo Telefônica deve manter a aplicação de R$ 15 bilhões para quatro anos. Segundo o presidente da operadora, Antonio Carlos Valente, a empresa está capitalizada. Em 2007 captou R$ 2,1 bilhões junto ao BNDES, processo que foi concluído neste ano, reforçando o caixa para novos investimentos.
Na opinião do executivo, o desaquecimento global afetou mais as indústrias dependentes de crédito e menos as telecomunicações. No entanto a empresa já sentiu o impacto na queda de vendas de PCs, o que consequentemente tem influência na banda larga. Neste segmento a empresa cresceu 30% em 2008 com 2,5 milhões de clientes Speedy, e espera crescer em 2009, embora não nos mesmos níveis.
As apostas para 2009 são os pacotes que integram banda larga, TV e telefonia formando o lar digital. Além da ampliação da rede de fibra óptica para 370 mil residências no interior e 20 novos bairros de São Paulo, a empresa lança no primeiro trimestre de 2009 um smartphone de mesa com tela touch screen que se integra à rede de banda larga doméstica por Wi-Fi. O dispositivo integra um pacote de serviços com notícias, previsão do tempo, agenda, localização e entretenimento.

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Com a queda de acessos na telefonia fixa em 2008, a empresa não espera crescimento nesta área, mas a venda de pacotes de serviços integrados com a rede de banda larga com oferta de VOD (video-on-demand) e videochamada. Sobre a competição com a Oi e a chegada da portabilidade em São Paulo em março, Valente disse que a empresa está tranqüila "por contar com uma ótima qualidade de voz" e que a migração de números até agora, de um modo geral, foi menor do que o previsto inicialmente. "O verdadeiro impacto só será sentido quando a portabilidade chegar a São Paulo", afirmou.
BrOi
O presidente da Telefônica evitou comentários sobre a fusão da Oi com a Brasil Telecom e o adiamento da análise do processo devido ao recurso do TCU. Segundo o executivo, a fusão "cumpre as regras hoje dadas pelo mercado". Disse também que acha muito difícil a sobrevivência da Brasil Telecom como empresa independente.

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