Aumenta a conectividade em estabelecimentos públicos de saúde

Foto: Pixabay

O acesso à Internet nos estabelecimentos públicos de saúde cresceu em 2018, segundo a pesquisa TIC Saúde 2018 divulgada nesta quinta-feira, 17, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) A conexão estava presente em 83% dos locais, contra 77% no ano anterior. Nos estabelecimentos privados, a penetração ficou estável com a quase totalidade (99%) dos locais.

No recorte por região, assim como acontece com a banda larga para usuário final, o percentual mais baixo de acesso à Internet nos estabelecimentos de saúde estão no Norte (80%) e Nordeste (82%). O Sul é a região com mais locais conectados (98%), seguido de Sudeste e Centro-Oeste (95% cada).

A banda larga fixa estava presente em 97% dos estabelecimentos que possuíam conexão à Internet, sendo 94% nos públicos e na totalidade dos privados. Nesse universo, a conexão via fibra ótica ou cabo era a tecnologia mais presente em 84% dos locais, sendo 75% dos públicos e 92% dos privados. A conexão em cobre (xDSL) estava em 49% (30% dos públicos e 65% dos privados), enquanto o rádio estava em 14% (23% do público e 7% do privado) e o satélite, em 12% (11% no público, 13% no privado). Conexões em rede móvel 3G ou 4G estavam em 38% dos estabelecimentos, dos quais 21% eram do setor público e 52% no privado.

No recorte das unidades básicas de saúde (UBS), 80% tinham acesso à Internet. Dentre essas, a banda larga fixa estava presente em 94%. Em 76%, as conexões de fibra ou cabo estavam instaladas, enquanto o xDSL estava em 28% dos locais. O rádio (24%) e o satélite (10%) também conectavam as UBS, assim como a rede móvel (21%).

Outros dados

O uso de computadores nos estabelecimentos públicos, por sua vez, ficou também estável, com crescimento dentro da margem de erro (de 91% em 2018, contra 90% no ano passado). Nos privados, a taxa de presença de computadores permaneceu em 99%. Segundo a pesquisa, 10% das UBS tinham computadores.

No cenário de todos os estabelecimentos de saúde públicos com acesso à Internet (incluindo as UBS), 66% deles contavam com algum tipo de sistema eletrônico para registro de informações de pacientes. Em estabelecimentos privados, essa proporção chega a 80%. 

Na questão de segurança e proteção de dados, a pesquisa TIC Saúde 2018 diz que 19% dos locais públicos e 27% dos privados contavam com algum documento com definição de políticas de segurança. A criptografia de emails (27% público e 56% privado) e base de dados (24% público e 35% privado) ainda são as ferramentas menos utilizadas nos estabelecimentos de saúde. 

A pesquisa foi feita com 2.387 gestores de estabelecimentos de saúde em todo o País. Foram entrevistados também 1.697 médicos e 2.716 enfermeiros vinculados a estes estabelecimentos. A coleta de dados ocorreu entre julho e novembro de 2018, para os gestores, e para amostra dos profissionais de saúde, a coleta de dados foi realizada entre setembro de 2018 e fevereiro de 2019.

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