Félix pede ao próximo presidente desregulamentação do setor e revisão tribuária

Assim como o CEO da Vivo, o presidente do grupo Claro Brasil, José Félix, deixou um recado para quem assumir a presidência do País após as eleições. Em conversa com jornalistas em seguida de painel na Futurecom nesta quarta, 17, o executivo pediu que o novo presidente "olhe com mais carinho a desregulamentação do setor de telecomunicações", alegando que isso alavancaria o desenvolvimento das empresas. Mas também ressaltou o problema da carga tributária e a necessidade de "eventualmente" haver uma revisão dos impostos que incidem sobre os serviços de telecomunicações.

Félix também sugeriu ao próximo presidente que enxergue o setor "como maneira de dar um salto na produtividade para sair deste estágio que a gente está, sendo os últimos em tudo". Também em linha com as reivindicações das operadoras e empresas de telecomunicações apresentadas na Carta de Proposição de Políticas Públicas durante o Painel Telebrasil, ele destacou que é necessário deixar de lado o pensamento de evolução lenta e contínua. "Se seguir assim, vamos levar 200 anos para chegar ao nível de países europeus e mesmo dos Estados Unidos. Acho que tem uma oportunidade de dar um salto, atalhar, cortar etapas."

5G

José Félix entende que os investimentos para a quinta geração de redes móveis já começaram. Isso porque os requerimentos de modernização de infraestrutura, incluindo backbone e core de rede, já são feitos para a chamada 4,5G, ou o LTE-Advanced, com agregação de portadoras e múltiplas entradas e saídas (MIMO). "Estamos fazendo todas as melhorias, porque esse negócio de telecom exige isso de forma contínua", destacou ele.

O executivo vê não apenas a implantação da nova tecnologia ocorrendo de forma natural, mas a própria disponibilização de novas frequências. "Havendo certa padronização mundial, vejo com naturalidade o surgimento de novas faixas além de 3,5 GHz e 26 GHz – outro dia mesmo ouvi alguém falar em 1.900 MHz", afirmou.

Félix fez coro ainda ao desejo do setor de que os próximos leilões de frequência não tenham viés arrecadatório. Na visão dele, não se pode tomar o recente certame para faixas de 5G na Itália, que obteve arrecadação recorde, como exemplo. "São realidades diferentes", disse, comparando as dimensões geográficas e de economia do país europeu com o Brasil.

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