Claro quer ser a primeira em 5G e analisa melhores aplicações

5G

A Claro demonstrou, em parceria com diversos fornecedores de tecnologia, exemplos de aplicações que poderão ser utilizadas nas redes de quinta geração (5G) no momento em que estiverem disponíveis. Os exemplos foram apresentados a partir de tecnologias plenamente funcionais durante a Futurecom, que acontece esta semana em São Paulo. Segundo Paulo César Teixeira, CEO da operadora móvel, a Claro está se preparando para ser a primeira a ter soluções de 5G no mercado e está planejando sua rede e o desenvolvimento de produtos para esse objetivo desde já.

Uma das demonstrações, em parceria com a Huawei, foi o uso da faixa de 3,5 GHz para transmissão de vídeo em definição 8k. A demonstração foi feita utilizando o core 5G que a empresa tem instalado no Rio de Janeiro para testes, core este conectado por fibra até o local do evento em São Paulo, onde estavam instaladas a ERB e o terminal de recepção (CPE) com a tecnologia 5G. O conteúdo transmitido, da TV Globo e hospedado na Amazon, consumia 164 Mbps de banda em uma célula com capacidade de mais de 3,2 Gbps, operando com 100 MHz de banda. Esta é uma faixa, reconhece a empresa, que ainda precisa ter um trabalho de mitigação de interferências na banda C, tanto que os testes da Anatel estão sendo feitos no Centro de Tecnologia da Claro no Rio. A Embratel/StarOne, do mesmo grupo da Claro, é a principal operadora de serviços de recepção de sinais de TV (TVRO) em banda C satelital.

Outra demonstração, para mostrar a capacidade de uso em baixíssimas latência, foi realizado com tecnologia da Ericsson utilizando 800 MHz na faixa de 28 GHz. O teste consistir em um jogo em realidade virtual em rede com os óculos e comandos ligados à rede 5G.

Outro teste importante foi com a Logicalis, para IoT. Nesse caso, o foco da Claro foi mostrar o potencial de uso da rede em verticais de negócio. Lucas Pinz, diretor de tecnologia da Logicalis, explica que a empresa está focada hoje no desenvolvimento de soluções de IoT para diferentes clientes, desde o módulo de dados para as redes Nb-IoT ou LTE Cat-M até a camada de software necessária para cada vertical de negócios, e a conectividade (no caso, com a Claro) é uma etapa essencial. Eduardo Polidoro, diretor de IoT da Embratel, explica que a empresa está abrindo sua rede para desenvolvedores de dispositivos e soluções de IoT para verticais específicas. Para ele, o desenvolvimento de um amplo ecossistema é essencial para o mercado  de Internet das Coisas. A vertical de agricultura é ma das fortes apostas da Claro Brasil.

A empresa vê a rede 5G como solução também para acesso de banda larga fixa no futuro. "O principal desafio da tecnologia de 5G é um modelo de negócio que justifique os investimentos, e por isso todas as opções estão abertas", diz Márcio Carvalho, diretor de marketing da Claro.

Segundo ele, todos os casos demonstrados com equipamentos e tecnologias já disponíveis buscam apontar alguns dos caminhos a serem explorados, que a empresa pretende estudar e aprofundar na medida em que haja um amadurecimento da chegada da nova geração. Até lá, o foco da empresa será na melhoria e expansão de sua rede e no LTE-Advanced (que a empresa prefere chamar de 4,5G), em que velocidades de até 300 Mbps já estão sendo entregues pela rede móvel em determinadas circunstâncias.

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