Com 5G, Ericsson mira provedores regionais e operadores neutros

A chegada do 5G deve ampliar o universo de clientes da Ericsson para além das operadoras tradicionais. Esse foi o entendimento posto pelo novo presidente da fornecedora no cone sul da América Latina, Rodrigo Dienstmann, em sua primeira entrevista coletiva como responsável pelas operações na região.

"Os novos modelos de negócios advindos do 5G vão trazer novos atores", apontou o executivo nesta terça-feira, 17. Entre os potenciais novos clientes cobiçados pela Ericsson estão operadores de redes neutras que cogitam a aquisição de frequências, provedores regionais interessados em acesso fixo via 5G (FWA) e provedores especializados.

"A participação de receitas de fora das operadoras tradicionais vai ampliar", apostou Dienstmann, ao abordar as oportunidades. Além de apontar conversas preliminares com provedores regionais de maior porte e atores neutros, o profissional também colocou que o barateamento gradual de equipamentos para FWA pode acelerar a adoção do 5G no País.

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Já no segmento de redes privativas, a posição da Ericsson é de preferência pelo modelo onde as próprias operadoras entreguem o serviço para clientes empresariais (em vez de uma negociação direta entre estes e a fornecedora).

A companhia, contudo, está acompanhando de perto a nova linha de negócios. Dienstmann reportou participação da Ericsson em projetos locais e privativos para o agronegócio, mineração, logística, ferrovias e mundo fabril – todos ao lado de empresas usuárias que ainda não foram nomeadas.

Open RAN

As mudanças na cadeia de fornecimento das teles impulsionadas pelo Open RAN também foram abordadas. Na ocasião, a Ericsson afirmou que as operadoras devem encontrar um ponto de equilíbrio entre o novo modelo de redes de acesso com múltiplos fornecedores e o tradicional, no qual a sueca é uma das líderes.

Dienstmann ainda notou que a companhia tem atuado ativamente na definição de padrões para o ecossistema e que está mais "confiante" nas oportunidades do Open RAN do que com receio de novos competidores. O padrão, contudo, seria uma solução para um horizonte de três a cinco anos, na avaliação do executivo.

5G

A expectativa em torno da aprovação do edital de 5G pelo Tribunal de Contas da União (TCU) foi outro ponto da conversa com jornalistas. Dienstmann reportou otimismo que após a intervenção da corte, apenas uma "calibragem" seja realizada no edital, ao invés de grandes mudanças estruturais.

"Alguma modificação vai haver, mas não esperamos mudanças radicais que atrasem o leilão. Nossa expectativa é a melhor possível", afirmou o chefe da fornecedora no cone sul da América Latina. A sinalização da Ericsson é que o processo ocorra entre setembro e o começo de outubro.

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