Segmento de smartphones é o desafio da Nokia

O anúncio dos resultados da Nokia esta semana trouxe de volta uma série de especulações de analistas sobre o futuro do mercado mundial de telefones celualres. A fabricante finlandesa, que ostenta há anos a liderança global, reportou uma redução de 62% no seu lucro no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita com handsets especificamente caiu 27,5% em 12 meses. A queda, porém, foi acompanhada por todo o mercado e a Nokia conseguiu, bem ou mal, manter seu market share próximo a 40%, que é sua meta permanente. A empresa acredita que o pior da crise já passou para o setor e que agora a tendência é de crescimento.
O site Rethink Wireless (www.rethink-wireless.com) questiona se a Nokia será mesmo a maior beneficiária da retomada do crescimento. O segmento considerado a futura mina de ouro é o de smartphones, mas nele a concorrência é muito maior do que na gama média e baixa, onde a Nokia está acostumada a liderar, graças à sua escala global. Rethink Wireless destaca a Samsung como a mais forte rival da Nokia, por estar ganhando share gradualmente e estar chegando perto da companhia finlandesa no que é considerado o segredo do seu sucesso: boa margem e grande escala de produção e distribuição global.
Por outro lado, a Nokia tem adotado uma estratégia considerada correta por analistas: está tentando levar os smartphones para o mercado de massa e tem focado na oferta de serviços de web móvel (vide o portal OVI). Merece destaque também o empenho da Nokia em se fortalecer no mercado norte-americano, onde detém uma participação menor do que sua média no resto do mundo. Além disso, a Nokia espera que haja uma redução futura no número de players, com a saída de algumas empresas de nicho. Com isso, a Nokia ganharia share. A expectativa inicial é de que esse processo de redução do número de concorrentes acontecesse no fim deste ano, mas o site Rethink Wireless acredita que virá apenas no meio de 2010. Na opinião do site, o quarto trimestre será crucial para definir quem resistirá ao longo do ano que vem. Vale lembrar que além dos cinco grandes fabricantes tradicionais, há novos players entrando nesse segmento vindo de outras áreas, como Acer e Garmin. Isso sem contar a tentativa de expansão para a Europa de alguns fabricantes japoneses e o forte investimento da Palm no seu novo modelo Palm Pre.

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