Anatel analisa primeiras medidas tomadas pela Telefônica

A presidência da Anatel recebeu nesta sexta-feira, 17, executivos da Telefônica para um primeiro balanço da implantação do plano antipane elaborado pela concessionária para estabilizar a oferta de banda larga no estado de São Paulo. O material apresentado pela empresa foi encaminha à área técnica para avaliação. E caso a agência se convença de que as medidas foram eficazes, a cautelar que há pouco menos de um mês suspendeu as vendas do Speedy pode ser revista.
O presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, esclareceu, no entanto, que a simples constatação de que a Telefônica cumpriu a primeira etapa do plano prometido não significa que a cautelar será derrubada. Sardenberg, que esteve hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazendo um balanço de seus dois anos à frente da Anatel, declarou que não está descartada a adoção de medidas ainda mais pesadas contra a empresa. "(A cautelar) pode ser cancelada, revista ou mesmo ampliada. Tudo pode", afirmou.
A análise da manutenção ou revisão da cautelar não deve ser imediata. O presidente da agência sinalizou que esta decisão só deve ser tomada com quórum completo. No momento, dois conselheiros estão em férias: Antônio Bedran e Plínio de Aguiar. De qualquer forma, o assunto não deverá entrar na pauta de nenhuma das duas reuniões do Conselho Diretor agendadas para a próxima semana, segundo Sardenberg. A perspectiva é que o assunto só reapareça a partir da última semana de julho.

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Novas falhas
Além dos problemas enfrentados pela Telefônica, a divulgação pelo jornal O Estado de S. Paulo de falhas em outras empresas fez com que o embaixador Ronaldo Sardenberg se apresentasse para afastar riscos de uma falha sistêmica nas telecomunicações brasileiras. "Não temos esse temor", respondeu ao ser questionado sobre a possibilidade de uma pane mais ampla nas teles. "O que nós queremos é que os investimentos sejam feitos para o bem dos consumidores e também das próprias empresas."
Documentos da fiscalização da Anatel obtidos por este noticiário mostram que nem todas as falhas com repercussão entre os consumidores têm natureza semelhante ao problema pelo qual a Telefônica vem passado. No dia 3 de julho, a Oi teve sua oferta de STFC paralisada em Viçosa (MG) por quase cinco horas, afetando 17,840 mil clientes. O problema, porém, teria sido gerado por um "rompimento de fibra óptica face a um acidente, causado por terceiros", de acordo com o relatório.
Falhas recorrentes têm ocorrido na rede da TIM, segundo outro relatório da Anatel. A rede da operadora móvel sofreu uma grande paralisação nos dias 1º e 2 de julho, afetando toda a população de Manaus (AM). Mas, mesmo antes do "caladão" do início do mês, os técnicos da Anatel já vinham constatando interrupções menores no serviço da empresa.
Os problemas da TIM, segundo os técnicos, poderiam ter sido minimizados se a empresa tivesse instalado um banco de dados (HRL) para validação dos clientes em Manaus. O equipamento já está instalado e energizado, mas nunca foi posto em uso. Ainda de acordo com a fiscalização, várias empresas investiram nos HRLs por conta da "logística complicada" da região, que força uma dependência das redes de transmissão para a validação dos clientes. Assim, o problema seria mais por conta da estratégia adotada pela TIM, que não implantou o banco de dados local, do que da estrutura da rede da operadora.

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