Telebras: privatização cabe a Bolsonaro; foco é a sustentabilidade

Waldemar Gonçalves, presidente da Telebrás

O presidente da Telebras, Waldemar Gonçalves Ortunho, disse nesta segunda, dia 17, em evento realizado na FIESP sobre política de telecomunicações, que qualquer decisão sobre a privatização da empresa caberá exclusivamente ao presidente Jair Bolsonaro, depois de estudos da área econômica, e que a estatal tem feito um esforço para melhorar seus resultados e se tornar uma empresa sustentável por meio de corte de custos. Ele disse que a empresa segue na sua missão de ser uma provedora de infraestrutura para a administração federal e políticas públicas, e que a prestação ao usuário final fica restrita a regiões onde não existe oferta adequada.

Segundo números trazidos pelo presidente da Telebras, existem já 6,5 mil pontos do programa GESAC (Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão) instalados e que até o final do ano a estatal, em parceria com a Viasat, terá os 17 mil pontos exigidos em contrato instalados. No atendimento por meio de serviços de WiFi Comunitários (parte do programa Internet para Todos) serão cerca de 5 mil pontos em 2019 atendendo a cerca de 2 milhões de pessoas.

Segundo Ortunho, a Telebras deve ainda expandir um pouco a sua capacidade de fibra para 32 mil km em 2019. Ele diz que o foco de atuação da empresa está nas regiões Norte e Nordeste. "Todas as nossas ações trazem resultados, mas somos um implementador de políticas públicas e vamos onde a prioridade do governo está".

Ele destacou que a Telebras também está desenvolvendo uma solução para oferecer comunicação segura, com criptografia ponta a ponta, para os órgãos da administração pública. Vale lembrar que este foi o fator que durante muitos anos serviu de justificativa para uma espécie de prioridade dada à Telebras na venda de capacidade sem licitação, por meio do Decreto 8.135/2013, revogado no final de 2018. A estatal, ao que tudo indica, está agora buscando uma forma de oferecer efetivamente a segurança de comunicação que foi, por muito tempo, o argumento para ela ter um tratamento diferenciado.

1 COMENTÁRIO

  1. Muito estranho depois de 20 anos de privatização das Telecomunicações no país, ainda existir um Empresa Estatal no setor que já era para ser extinta.
    Seria oportuno divulgar, porque está Empresa Estatal foi reativada. Deve ter algum argumento forte.

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