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5G sem limites: o papel da automação na escalada da tecnologia

Paulo Souza é Head of Sales, Telecommunications Industry na Red Hat Brasil

Com as atenções voltadas para o leilão do 5G, programado para acontecer este ano, surgem muitas questões para a implementação e a utilização dessa tecnologia em todo o seu potencial no país. Além das discussões sobre datas, geografia de cobertura e impactos para o mercado, há questões fundamentais para a integração e operação do 5G aos atuais processos, redes e sistemas das empresas de telecomunicações. À parte de antenas e estratégias para a entrega da tecnologia em todo o país, as companhias precisam ter um olhar para sua cultura interna e para a transformação em áreas como automação inteligente, como pontos de apoio para conduzir a transição para o 5G. 

De acordo com o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), será necessária a adoção imediata do padrão em formato standalone, que permitirá a adoção da tecnologia em alto nível de escalabilidade e densidade. Tamanha exigência requer uma série de elementos e ações que suportem essa nova tecnologia, parecendo ser inviável operar o 5G sem um elevado grau de automação. 

Rompendo silos (e paradigmas)

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Lidar com grande quantidade de processos e informações no dia a dia já é um desafio para qualquer negócio. Agora imagine elevar isso a imensas proporções de ações decisórias e de reparação acontecendo simultaneamente na mesma infraestrutura. Esse é o principal desafio que as empresas de telecomunicações vão enfrentar com a implementação e a execução do 5G. Por mais experiente e completa que seja a equipe dessas organizações, o volume de eventos será impraticável para uma coordenação sem o apoio da automação.

Hoje, a maioria das empresas lida com arquiteturas verticais. A partir do momento que começa a integrar diferentes provedores de funções de rede, aplicações, provedores de cloud pública, infraestrutura interna, data centers e estrutura em edge, a estratégia de gerenciamento e resolução de problemas torna-se bem distinta daquela que as empresas estavam acostumadas . 

O papel da automação nesse contexto é oferecer uma solução fim a fim para coordenar e automatizar os principais processos operacionais tanto em funções de TI quanto de rede. É uma quebra de paradigmas e uma mudança de comportamento interno das companhias do setor, que precisam substituir os silos por uma operação orquestrada, buscando torná-la mais autônoma, inteligente e ágil, e permitindo que se adapte mais rapidamente às mudanças do mercado. 

A importância da automação inteligente das redes e infraestruturas é um tema em pauta já há alguns anos. Em 2017, o relatório “Transformando Redes com a 5G”, elaborado pela  5G Americas, associação setorial que administra a adoção dos padrões 5G e LTE nas Américas, apontava que a orquestração, a análise e a automação teriam papéis chaves na transformação da rede para suportar e viabilizar a rede 5G. De acordo com o documento, a inteligência artificial, a aprendizagem de máquina e a adoção de novas tecnologias vêm transformando os modelos de operação de rede e os aspectos econômicos de criar redes altamente distribuídas e de alta densidade

Previsões da IDC Brasil mostram que o mercado local de telecomunicações vai crescer 2% em 2021, ainda impactado pela pandemia. A consultoria estima que, no biênio 2021-2022, o 5G vai gerar US$ 2,7 bilhões em novos negócios envolvendo tecnologias como inteligência artificial, realidade virtual e aumentada, internet das coisas, nuvem, segurança e robótica. São mais elementos e complexidades para as infraestruturas das organizações, que precisam se preparar para atender essa demanda com eficiência.

Garantindo benefícios

A otimização da infraestrutura por meio da automação das operações ajuda a monetizar melhor os serviços oferecidos, aumentando a competitividade das empresas e transformando essas organizações em provedores digitais ágeis, prontos para destravar o potencial do 5G ao máximo. 

Para agilizar processos, reduzir custos e operar com excelência, é preciso contar com uma solução de automação que atenda todas as ações de ponta a ponta. À medida que as empresas buscam capitalizar novas oportunidades, aquelas com processos de automação maduros e fortes estarão em uma posição melhor porque poderão agir mais rápido, de forma mais previsível e mais eficiente. 

No caso da tecnologia 5G, é preciso escolher uma plataforma que cubra a automação em vários domínios e casos de uso, incluindo provisionamento de infraestrutura e gerenciamento de configurações, networking, desenvolvimento e implantação de aplicações, automação de segurança e compliance de configurações. 

A arquitetura do sistema 5G precisa ser altamente adaptável para atender às expectativas de desempenho de novos casos de uso e de casos legados, ofertando novos serviços e criando diferentes modelos de negócios. O caminho para alcançar este patamar exigirá desenvolvimento contínuo e estratégias de automação fim a fim, possibilitando às empresas explorar um vasto campo que, em breve, será muito frutífero para todo o ecossistema.

*-Sobre o autor: Paulo Souza é Head of Sales, Telecommunications Industry na Red Hat Brasil. As opiniões manifestadas neste artigo não necessariamente refletem a posição de TELETIME.

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