Oi estima em 15 milhões o número de clientes sem conta bancária

Em sua apresentação no painel de encerramento do 11º Tela Viva Móvel, o diretor de serviços financeiros da Oi, Gabriel Ferreira, revelou que a operadora estima que pelo menos 15 milhões de seus clientes não possuem conta bancária, segundo levantamento feito junto à sua base de usuários. Destes, 73% dos clientes estariam dispostos a usar ou todas as funcionalidades do serviço de mobile wallet (39%) ou pelo menos parte desses serviço (34%). “O consumidor está pronto. Faltam ainda dispositivos e uma regulamentação que impulsione o mercado, mas o potencial é enorme. Apenas 25% das transações financeiras no Brasil são eletrônicas, o resto é todo feito em dinheiro e há um contingente muito grande de transações que pode se tornar digital”, avalia Ferreira.

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Netshoes

Um mercado mais desenvolvido de pagamentos móveis é a aposta da Netshoes, loja virtual de calçados e artigos esportivos, para alavancar a participação de dispositivos móveis no total de vendas da empresa. De acordo com o diretor de marketing da companhia, Ronaldo Bueno, cerca de 2% das vendas da Netshoes são efetivadas por dispositivos móveis atualmente. “A taxa de conversão de vendas do site móvel é hoje cerca de dez vezes menor do que a do site convencional porque os clientes encontram dificuldade para concluir o pagamento, a experiência de compra no site mobile ainda é muito difícil e burocrática. Mas com a evolução do mobile payment, a participação do site móvel pode chegar em pouco tempo a 10%, 15%, até mesmo 20% das vendas”, avalia Bueno.

MercadoLivre

Atualmente, mais de 4% de todo o tráfego do MercadoLivre vêm de dispositivos móveis. A empresa lançou aplicativos para cinco plataformas que, segundo o vice-presidente e country manager para o Brasil do MercadoLivre, Helisson Lemos, alcançaram na última semana a soma de mais de três milhões de downloads.

Mas embora o cliente possa realizar compras nas plataformas móveis, o pagamento ainda não é efetivado na plataforma móvel. O cliente precisa acessar o site convencional do MercadoPago.

“Precisamos encurtar o processo entre compra e pagamento através do MercadoPago de uma maneira única, integrada, como é na web. Temos que melhorar a experiência de compra e, por enquanto, ainda estamos longe de chegar nesse nível”, reconhece Lemos. O executivo garante, sem revelar número, que mesmo com uma usabilidade “sub-ótima”, o percentual do que é comercializado via dispositivos móveis já é “interessante”. O MercadoLivre trabalha para abrir publicamente suas APIs para desenvolvedores em breve.

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