Operadora chilena vai explorar big data comercialmente

A operadora de telecomunicações chilena Entel montou uma equipe interna com experiência em TI para analisar os dados coletados sobre seus próprios assinantes. A ideia é tratar as informações de forma agregada, sem ferir a privacidade dos clientes, e vender a análise para terceiros. Ou seja, na prática, a Entel quer transformar o big data em uma nova fonte de receita, algo ainda pouco aproveitado pelas teles ao redor do mundo.

"As redes móveis provêm muitas informações de localização. Eu sei onde estão meus clientes e o contexto. Tratados de forma agregada, esses dados podem gerar muito valor", disse o diretor de inovação da Entel, Eduardo Durán. Com a adoção de antenas de pequeno porte, as chamadas "small cells", como Wi-Fi e femtocells, a precisão da localização ficará ainda maior. "Posso saber quando o cliente passa à frente de um a anúncio, por exemplo", exemplificou.

A Entel está neste momento negociando com potenciais clientes interessados no acesso a esses dados. Um primeiro projeto comercial deve se tornar realidade ainda este ano, prevê Durán. "Estamos mirando além da velocidade. Queremos manejar a informação que passa pelas nossas redes", concluiu. O executivo participou nesta quarta-feira, 17, do seminário LTE Latin America 2013, no Rio de Janeiro.

Tela Viva Móvel

A 12a edição do Tela Viva Móvel, maior evento sobre o mercado brasileiro de conteúdo móvel, terá um painel com representantes das grandes operadoras celulares brasileiras em que se discutirá suas novas apostas no mercado de serviços de valor adicionado. O aproveitamento de big data pode ser um dos caminhos. Estão confirmadas as participações de diretores da Claro, da Nextel, da Oi e da Vivo. O Tela Viva Móvel acontecerá nos dias 16 e 17 de maio em São Paulo, no centro de convenções Frei Caneca. Para maiores informações, acesse www.telavivamovel.com.br

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