Texas estima crescer 5% no Brasil neste ano

A Texas Instruments prevê crescer 5% no Brasil neste ano, puxada principalmente pelos projetos locais, que devem saltar 12% no período. A fabricante de chips não divulga receitas regionais, mas admitiu ter sentido os efeitos da crise nos primeiros três meses, com baixa demanda.
Apesar isso, Antonio Motta, diretor geral da Texas para América do Sul, diz já ver sinais de melhora a partir de abril. "Até março, a crise impactou a América Latina e estava complicado fechar negócios. Mas a partir deste mês sentimos a recuperação das vendas em vários segmentos, inclusive com negócios no curto prazo, surpreendentemente. Esse fato nos deixa otimisma para os próximos meses", afirma.
O setor de celulares, responsável pela maior parte do faturamento da Texas no Brasil, respondendo por 20% a 30% do total, também apresentou uma pequena melhora em abril, após retroceder nos primeiros três meses. Essa melhora, entretanto, ainda foi pequena e não atingiu o ritmo dos outros setores.
Segundo Motta, a dúvida que permanece é se essa retomada apresentada pelo mercado de celulares em abril se manterá ou se foi pontual. "O setor de celulares é muito importante para o resultado da empresa. Acredito que esse primeiro semestre será de ajuste e o mercado voltará a crescer mais consistentemente a partir de julho", diz o executivo.
Uma das novas apostas da Texas no Brasil é justamente o mercado de netbooks, principalmente voltado ao segmento educacional. Para tal, a empresa anunciou o seu novo processador, voltado para netbooks, o OMAP. O primeiro passo na disputa por esse mercado já foi dado, já que a empresa é parceira da Comsat, que venceu a licitação do programa "Um Computador por Aluno" (UCA), que prevê a compra de 150 mil laptops pelo governo para serem distribuídos a alunos de 300 escolas públicas.
Com isso, a Texas será a fornecedora de chips para os computadores Mobilis, da Encore, os quais foram ofertados pela Comsat no pregão. "Temos uma ótima expectativa para esse segmento. Ele será um impulsionador dos nossos resultados no Brasil. Esse contrato do UCA, se confirmado, será uma porta de entrada para novas oportunidades. O mercado é muito atraente e estamos com planos de conquistar um bom faturamento nessa área", avalia Motta.
Os computadores da Comsat estão em processo final de análise de conformidade e testes de aderência, e a expectativa é de que a vitória da empresa seja homologada pelo pregoeiro até o fim da semana que vem.

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