Globo vê queda de receitas e lucro, mas amplia caixa em 2019

O balanço do Grupo Globo referente a 2019 mostra uma redução na receita líquida do grupo com atividades de venda, publicidade e serviços de R$ 14,7 bilhões em 2018 para R$ 14,1 bilhões em 2019, uma queda de 4%. A redução foi praticamente a mesma olhando-se apenas a controladora (primordialmente a TV Globo), cuja queda foi de R$ 10,06 bilhões em 2018 para R$ 9,68 bilhões em 2019.

Os custos com vendas caíram um pouco, mas as receitas operacionais se mantiveram praticamente estáveis. Com isso, o resultado operacional líquido, que já vinha negativo na controladora, continuou em queda, de R$ R$ 530 milhões negativos em 2018 para R$ 572,5 milhões negativos em 2019. No consolidado do grupo, que inclui os negócios de TV por assinatura, o resultado operacional ainda foi positivo, de R$ 573 milhões, contra pouco mais de R$ 1 bilhão de resultado operacional positivo em 2018. A queda é proporcional à receita menor, que certamente se explica pela queda de base no mercado de TV por assinatura e publicidade, e à continuidade dos investimentos em conteúdo e tecnologia, incluindo no serviço Globoplay.

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A receita financeira decorrente dos investimentos do Grupo Globo também teve queda. Foi de R$ 1,06 bilhão em 2018 para R$ 798 milhões. Com isso, o lucro líquido no exercício foi de R$ 752 milhões, contra R$ 1,2 bilhão em 2018, uma queda de 37%. O grupo terminou o ano com um caixa de R$ 2,9 bilhões, contra R$ 2,72 bilhões no final do exercício de 2018, fora títulos e valores mobiliários, que totalizaram R$ 7,6 bilhões, contra R$ 7,47 bilhões no final de 2018. A distribuição de dividendos aos acionistas em 2019 foi de R$ 400 milhões, contra nenhuma distribuição em 2018.

Análise

Um dado que chama a atenção nos números da Globo é que a o esboço de recuperação com vendas e publicidade de receitas na TV que se viu de 2017 para 2018 não se sustentou em 2019, lembrando que 2018 foi um ano mais forte por conta das receitas publicitárias com a Copa da Rússia e 2019 foi um ano sem eventos de grande mobilização. Se de 2017 para 2018 as receitas com publicidade da controladora cresceram quase 3%, em 2019 a queda foi de 2019. Já as receitas consolidadas estão em queda desde 2014, quando atingiram seu melhor resultado com o ápice do mercado de TV paga. Na época, a receita líquida consolidada do grupo chegou a R$ 16 bilhões, contra os R$ 14 bilhões no final de 2019.

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