BTG Pactual: Oi Móvel amplia valor de TIM e Vivo em R$ 7,3 bi e R$ 4,6 bi

A partilha dos ativos móveis da Oi entre as três principais operadoras brasileiras pode ampliar o valor de mercado da TIM em R$ 7,3 bilhões e o da Vivo, em R$ 4,6 bilhões. Essa é a avaliação do banco BTG Pactual.

Em relatório emitido na última terça-feira, 15, a instituição classificou o negócio como um movimento de transformação que tornará o setor mais racional e lucrativo, bloqueando também a entrada de um novo competidor no segmento móvel. O BTG avalia que a TIM será a maior beneficiada, seguida pela Vivo; o relatório não detalhou a situação da Claro, que não tem capital aberto no Brasil.

"Estimamos que ganhos de sinergia podem criar R$ 7,3 bilhões em valor extra para a TIM, ou R$ 3,0 por ação (e 21% de sua capitalização de mercado). No caso da Vivo, estimamos R$ 4,6 bilhões em criação de valor, ou R$ 2,7 por ação (ou 6% de seu valor de mercado)", sinalizou o relatório, assinado pelo analista Carlos Sequeira. Vale lembrar que o negócio aguarda aprovações de Cade e Anatel.

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Um outro relatório de autoria do Bradesco BBI faz uma análise mais conservadora: para o banco, o impacto das sinergias será de R$ 1,1 por ação no caso da TIM e de R$ 0,9 no da Vivo. O desfecho do negócio também permitirá um cenário mais racional de competição e ganhos de eficiência no capex, segundo a análise.

Margens

As sinergias para as compradoras também viriam de otimização de despesas gerais e de custos de manutenção de rede. Para o BTG Pactual, o incremento nas margens após a operação pode variar entre 50% e 70%. Isso poderia significar R$ 1,95 bilhão em lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (EBITDA) extra para TIM e R$ 1,5 bilhão para a Vivo.

"A receita móvel da Oi atingiu R$ 7,5 bilhões nos últimos 12 meses (sendo R$ 7 bilhões no B2C R$ 500 milhões no B2B) e tem investido cerca de R$ 1,5 bilhão por ano. Estimamos que o EBITDA móvel da Oi seja de aproximadamente R$ 2,25 bilhões, com margem de 30%", projetou o BTG. A Oi não reporta Ebitda por negócio.

Valores

O banco também fez estimativas sobre o valor pago por usuário e por espectro entre as três operadoras, que fecharam o negócio por R$ 16,5 bilhões. Detalhes do fatiamento entre Claro, TIM e Vivo podem ser conferidos aqui.

"A Claro pagou o equivalente a R$ 316 por assinante (R$ 3,7 bilhões por 11,7 milhões de assinantes). Se multiplicarmos os R$ 316 pelos 14,5 milhões de assinantes adquiridos pela TIM e os 10,5 milhões comprados pela Vivo, concluiremos que a TIM gastou R$ 4,6 bilhões e a Vivo R $ 3,3 bilhões", projetou o BTG.

Seguindo tal lógica, a TIM teria pago R$ 2,7 bilhões por 49 MHz de espectro (55% do total) e a Vivo, R$ 2,2 bilhões para 43 MHz (45% do total). O cálculo do BTG não considera as diferenças no tíquete médio (ARPU) de clientes por região ou os sites envolvidos no negócio.

Oi

De modo geral, o negócio foi considerado um passo chave no processo de reestruturação da Oi. O BTG nota que ao somar quase R$ 18 bilhões (considerando também a venda de data center e torres), a operadora atinge 73% dos R$ 24,5 bilhões esperados com a venda de ativos.

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