Brisanet vai começar ativação do 5G em 2023 e pode adquirir provedores

Vencedora de lotes no Nordeste e Centro-Oeste durante o leilão do 5G, a Brisanet pretende iniciar no segundo semestre de 2023 a construção da sua rede de quinta geração. Já a ativação de serviços 4G a partir do 2,3 GHz será um dos focos no ano que vem, sobretudo para atendimento de áreas rurais.

Detalhes do cronograma foram relevados nesta terça-feira, 16, pelo CEO da Brisanet, José Roberto Nogueira. Em call sobre os resultados no terceiro trimestre, o executivo manifestou expectativa da Brisanet se "impulsionar como empresa que vai interiorizar o 5G", além de competir com as grandes em cidades maiores.

Pelos termos do leilão, a operadora precisa implementar o 5G em municípios com menos de 30 mil habitantes do Nordeste e Centro-Oeste apenas a partir de 2026, além de 1,2 mil localidades nas duas regiões. "Temos certo conforto a nível de compromissos, mas como negócio, vamos iniciar antes", prometeu o CEO.

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Para tal, Nogueira espera que em 2023 já haja smartphones 5G de cerca de R$ 1 mil, facilitando o acesso de consumidores de menor poder aquisitivo. Já em 2024, o investimento da Brisanet na nova tecnologia poderá superar os aportes em fibra, projeta o executivo.

2,3 GHz

Em paralelo, a ativação do 4G em 2,3 GHz deve começar já no ano que vem (com a migração para o 5G no horizonte). Segundo Nogueira, as 2,7 mil localidades onde há obrigação da instalação faziam parte de um mapeamento de 15 mil localidades nas quais a operadora já pretendia investir.

Nestas praças afastadas, o 4G será preferencial à ativação da fibra óptica daqui para frente. A estratégia mira o atendimento a partir de franqueados em até 5 milhões de lares rurais, hoje com acesso apenas a redes de baixo custo de Internet fixa via rádio. "O que vamos fazer é chegar com tecnologia bem superior", afirmou Nogueira.

Vale lembrar que a Brisanet já soma cerca de 400 ERBs 4G no Nordeste, que devem começar a gerar receitas a partir de 2022. "Vamos ser móveis como qualquer outra operadora, mas a vantagem da infraestrutura de fibra com capilaridade onde operamos", pontuou o CEO.

Aquisições

No caso da fibra óptica, a "expansão acelerada" da empresa deve seguir em curso e incluir todas as capitais do Nordeste e cidades com mais de 50 mil habitantes na região até o fim do ano que vem. Em 2023, a construção de redes ópticas no Centro-Oeste terá início.

A Brisanet estima que 450 mil adições orgânicas de clientes sejam possíveis em 2022 (além dos 791 mil acessos atuais). Apesar de destacar o fato de ser a provedora regional menos dependente de consolidação de ISPs menores, a empresa também não descarta tal caminho daqui para frente.

"Sempre tivemos foco em crescimento orgânico, mas isso não quer dizer não que não podemos fazer aquisições e 'encarteirar' [parceiros franqueados]. Havia receio de assumir operações de rede muito longe dos padrões da Brisanet, mas há provedores que já estão com clientes na nossa malha FTTH. Esse não é o foco, mas é uma possibilidade", afirmou Nogueira.

Ao fim do terceiro trimestre, as homes-passed (HPs) com fibra óptica da empresa cearense somaram 3,7 milhões. Ao longo do ano que vem, há expectativa que mais 3 milhões sejam habilitadas.

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