"Em momentos de crise, é preciso escolher prioridades", diz presidente da Hispasat

Com cerca de 70% de seu faturamento vindo das Américas, a presidente da Hispasat Elena Pisonero diz com bom humor que a operadora de satélites é hoje mais americana que europeia e em entrevista a este noticiário durante o Congresso Latino-Americano de Satélites, que se encerra nesta sexta, 16, no Rio de Janeiro, falou sobre suas expectativas para o mercado brasileiro. "O momento econômico no Brasil não está bom, mas já passamos por isso na Europa e sabemos que a crise vai passar. O Brasil foi e é uma aposta de longo prazo, estamos há 15 anos operando no País e a aposta em infraestrutura satelital é estratégica", comenta Elena, lembrando que nos últimos leilões de posições orbitais brasileiras a Hispamar (joint-venture da Hispasat e da Oi) adquiriu dois novos direitos de exploração.

Na visão de Elena, a banda Ka é a grande expectativa para o futuro. "Fomos os primeiros a trazer a banda Ka para a América Latina com o lançamento do Amazonas 3, estamos construindo o Amazonas 5 para lançamento no primeiro trimestre de 2017 e ainda teremos o Hispasat 1F, também com banda Ka na América Latina", enumera. "Poderíamos dizer que o Amazonas 5 é muito grande para a América Latina (ele tem 34 spot beams em banda Ka), mas acreditamos que a demanda vai ser forte. Para países grandes como o Brasil o satélite sempre será relevante e é importante estabelecer prioridades em momentos de crise. O que temos visto é que muitos governos na região, como México, Colômbia e Chile, além do Brasil, têm colocado a inclusão digital como base para o crescimento econômico e inclusão social", diz.

Elena ressalta ainda a importância dos incentivos de programas governamentais para ajudar no desenvolvimento do mercado de banda Ka na região. "O custo do Mbps não me preocupa, estamos fazendo um esforço para chegar num preço por competitivo, mas é preciso incentivos", observa a executiva dando como exemplo a redução dos valores das taxas de instalação por terminal satelital (TFI) e metas e compromissos de oferta da banda larga para áreas menos atrativas economicamente.

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