Telebras ainda espera constituir joint-venture com IslaLink em 2014

Após ter se dedicado à construção de infraestrutura para dar suporte às transmissões da Copa do Mundo de futebol sediada em junho no Brasil, a Telebras aos poucos começa a retomar seu projeto de cabos submarinos.

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Anunciado inicialmente em 2011, o ambicioso plano de lançar cinco cabos óticos submarinos – quatro deles para ligações internacionais, conectando Brasil, Estados Unidos, Europa e África – arrefeceu. Seriam 24 mil quilômetros de cabos óticos, ao custo total estimado de R$ 1,8 bilhão, com início de operação previsto para 2014. As negociações para o cabo da África, que seria construído em parceria com a Angola Cables desandou e a Telebras desistiu do projeto. "Somos uma startup, uma empresa pequena. Falta fôlego e a saída do projeto do cabo submarino para ligar Brasil à África foi uma opção estratégica", justifica o presidente da Telebras, Francisco Ziober Filho. O cabo será construído, mas sem a participação da estatal brasileira.

Agora, a Telebras trabalha para concretizar o acordo de acionistas com a IslaLink, operadora espanhola independente que atua na região do Caribe com cabos submarinos, para a construção do cabo que ligará o Brasil (Fortaleza) a Portugal (Lisboa). A parceria anunciada ainda em 2012 previa a composição de uma sociedade com participação de 35% para a Telebras e 45% para a IslaLink, com os 20% restantes a serem atribuídos a um terceiro sócio, de capital nacional, provavelmente um fundo de investimentos. Um pré-acordo de acionistas chegou a ser assinado em janeiro deste ano na expectativa de encontrar esse terceiro sócio e iniciar a operação do cabo no início de 2016. O terceiro sócio ainda não apareceu e os planos agora mudaram.

"Estamos finalizando o acordo de acionistas entre Telebras e IslaLink mesmo sem o terceiro sócio, mas deixando tudo preparado para quando ele vier. Com a empresa constituída, é ela quem vai se encarregar de encontrar o terceiro sócio e dar andamento ao projeto", revela Ziober.

A expectativa do presidente da Telebras é de que a constituição da empresa aconteça ainda em 2014, para que o cabo comece a ser construído ainda em 2015. "São de 18 a 20 meses para a construção do cabo, então achamos que estará pronto para entrar em operação no segundo semestre de 2016", estima.

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