Brasil sofre com baixa taxa de conexão no serviço de dados 2G

Na medição da Anatel da qualidade do serviço móvel pessoal (SMP) por Unidades da Federação (UF), a figura difere um pouco do resultado mostrado nas capitais, mas mostra a mesma tendência: serviços de voz com relativa estabilidade, mas conexão de dados 2G (EDGE) com problemas. No balanço geral, a Oi mostrou por mais vezes índices mais distantes dos exigidos pela medição.

Na Internet móvel, que considera as conexões 2G e 3G, o Amapá registrou números bem abaixo do que a agência estabelece como meta. A Oi chegou a marcar uma taxa de conexão de dados (mínimo exigido de 98%) de até 56,5%, em janeiro deste ano. Apesar de ter conseguido se recuperar nos meses seguintes (chegando a 79,08% em fevereiro), a empresa voltou a cair e fechou o mês de abril com 67,72%. A operadora teve performance semelhante em Roraima, onde chegou a registrar 52,2% em agosto do ano passado. O último resultado, de abril, foi ainda abaixo: 68,6%.

No Rio Grande do Sul, chama atenção a taxa de queda de conexão de dados (máximo permitido é de 5%) da TIM: a operadora chegou a registrar 11,66% de quedas em dezembro, mais que o dobro do permitido pela agência. Na Bahia, a taxa de queda da Oi em fevereiro foi menor, mas igualmente alta: 8,96%.

Todas as operadoras registraram taxa de conexão de dados abaixo da média em quase todos os meses da avaliação da agência em São Paulo. Salvo pela CTBC em dezembro do ano passado; e a Oi de agosto a novembro do mesmo ano; todos os resultados ficaram abaixo dos 98%, embora nunca com taxas abaixo de 88%. No Rio de Janeiro, o desempenho foi ainda pior. Tirando a Oi nos meses de agosto a dezembro de 2012, todas as empresas mostraram índices abaixo da média durante toda a avaliação. O índice mais baixo registrado foi o da Claro em janeiro, com 83,74%.

Em Minas Gerais a situação também não foi positiva. A Claro conseguiu por quatro meses um índice acima da referência da Anatel, mas não computou dados em três meses. CTBC em janeiro e Oi em setembro e outubro do ano passado conseguiram também atingir a meta, mas depois acabaram exibindo taxas abaixo do recomendado. Vivo e TIM exibiram índices abaixo dos 98% em todos os meses. No Pará, apenas a Claro conseguiu superar a meta; feito repetido em Sergipe, apesar de uma escorregada em dezembro de 2012, quando alcançou 97,99%.

2G

Nenhuma Unidade da Federação conseguiu resultado positivo na taxa de conexão de todas as operadoras no trimestre apresentado pela Anatel, embora a taxa de queda mínima de 5% tenha sido mais constantemente respeitada (enfrentaram problemas os Estados da BA, ES, MG, MS, RR, RS, SC, SE). Isso mostra uma discrepância: parece difícil se conectar com EDGE no Brasil, mas, uma vez conectado, a Internet fica estável.

No Rio de Janeiro, todas as operadoras mostraram uma taxa de conexão de dados abaixo da média em todos os meses. Embora a Claro tenha registrado o índice mais baixo (82,95% em fevereiro deste ano), a empresa fechou o mês de abril como a de maior taxa, 97,57%, ainda que abaixo da meta de 98% estipulada. São Paulo teve resultado bastante semelhante, embora a menor taxa tenha sido 88,46% (da Vivo em março).

Em Roraima, apenas a TIM obteve índices acima da média, embora a Claro não tenha resultados no Estado. A Oi contou não apenas com uma taxa de conexão abaixo dos 68% nos três meses da apuração, como ainda manteve uma taxa de queda de conexão de dados de até 7,9% no mesmo período (o exigido pela Anatel é um resultado menor do que 5%).

3G

No Pará, a Oi demonstrou uma queda significativa de fevereiro a abril na taxa de conexão: saiu de 94,16% para apenas 46%, o que significa que menos da metade dos usuários conseguia se conectar com o serviço de terceira geração. Apesar disso, segundo os dados da Anatel, quando o usuário paraense conseguia usar o 3G da Oi, a taxa de desconexão foi a mais baixa do Estado, flutuando entre 0,15% e 0,12% (a Claro não computou dados).

Os únicos Estados onde a taxa de queda de conexão de dados ultrapassou o limite de 5% estabelecido pela agência foram Amazonas e São Paulo. No mercado amazonense, apesar de a Claro não ter computado dados, houve ocorrência com a Vivo, que obteve 5,49% em fevereiro e 6,78% de quedas em março, embora tenha reestabelecido o índice em abril. Já os dados paulistas não contam com informações da CTBC, mas mostram que a TIM registrou índices acima de 5,16% no trimestre.

Voz

Para os serviços de voz no SMP, o mercado não teve índices gerais abaixo da referência de 95% em conexão. Entretanto, a Oi mostrou desempenho muito abaixo do exigido em Roraima, onde contou com uma taxa de apenas 66,96% em março, melhorando pouca coisa em abril (68,68%).

Nenhuma tele mostrou grandes problemas nas taxas de desconexão, mas a Oi obteve índices elevados no Amapá no começo da medição, apesar de ter conseguido se recuperar no último trimestre. A tele obteve 7,17% em agosto de 2012 e chegou a 7,75% em janeiro de 2013 (a maior taxa registrada em todo o relatório de voz por UFs da Anatel). Nos dois meses seguintes, a empresa conseguiu controlar o índice, atingindo 0,79% em abril. Mesmo assim, a operadora foi a que mais sofreu problemas no serviço de voz. No Acre, Ceará, Piauí e Rio Grande do Sul, a empresa registrou taxas de conexão de voz abaixo do índice de 2% em todos os meses. A única empresa a repetir o feito negativo foi a TIM, na Bahia.

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