Oi reduz investimentos e geração negativa de caixa em maio

Foto: pixabay.com/pexels.com

A Oi voltou a reduzir a geração de caixa em maio, mas, ainda assim, continua com o resultado negativo. A empresa ainda teve impacto positivo com a venda da Unitel, incluindo um aumento na receita financeira no trimestre, mas reduziu em mais de 10% os investimentos somente no quinto mês do ano. O relatório mensal e trimestral foi realizado pelo administrador da recuperação judicial da operadora, o escritório Arnoldo Wald, e divulgado na noite da quarta-feira, 15, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

A geração de caixa voltou a ser negativa em R$ 113 milhões em maio. Ainda assim, é uma redução em relação ao mês de abril, quando o resultado foi também negativo, mas de R$ 774 milhões. 

Os investimentos tiveram uma redução de 10,4% em relação a abril, totalizando R$ 591 milhões em maio. Isso inclui redução de R$ 12 milhões na Oi Móvel (que ainda é responsável por 55% do total de investimentos da empresa). A administração justificou que o resultado está em linha com o plano estratégico. 

A companhia teve queda de 4,3% nos recebimentos no mês. Foram R$ 86 milhões a menos, totalizando R$ 1,908 bilhão. Houve aumento na arrecadação com clientes (que totalizou R$ 1,455 bilhão), por conta da elevação do recebimento da mobilidade. Mas houve redução de R$ 174 milhões na rubrica "outros recebimentos", que inclui transações entre as subsidiárias.

Por outro lado, também foram reduzidos os pagamentos, e em maior quantidade: foram R$ 687 milhões a menos, totalizando R$ 1,430 bilhão. A administração diz que houve redução de R$ 121 milhões com os pagamentos em pessoal (total de R$ 123 milhões), explicado pelo pagamento do PPR 2019 em abril. Especialmente, houve redução de R$ 462 milhões nos pagamentos a fornecedores, que totalizaram R$ 1,032 bilhão. E tributos, houve queda de R$ 69 milhões (total de R$ 323 milhões) porque no mês anterior a operadora precisou pagar pela autorização do serviço móvel.

Em operações financeiras, a Oi totalizou R$ 8 milhões de entrada no caixa, contra a entrada de R$ 31 milhões no mês anterior. Segundo a empresa, em maio houve impacto da dedução do imposto de renda sobre a rentabilidade das aplicações nos fundos de investimento, "além de ter ocorrido uma menor receita de variação cambial sobre o caixa aplicado em moeda estrangeira". 

Dessa forma, o saldo final do caixa teve redução de 2,2% – ou R$ 105 milhões -, totalizando R$ 4,754 bilhões. 

Trimestre

Conforme o relatório, ao final do primeiro trimestre, a Oi registrou aumento de R$ 3,690 bilhões no caixa contábil na comparação com o último trimestre de 2019, totalizando R$ 5,559 bilhões. A companhia justificou que o resultado está relacionado à emissão de debêntures com a venda de 25% na participação da Unitel e pela venda do imóvel na Rua General Polidoro, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Os empréstimos a receber tiveram redução de R$ 347 milhões, somando assim R$ 35 milhões. 

Os investimentos tiveram uma queda de R$ 2,042 bilhões no trimestre, somando R$ 1,675 bilhão. Segundo a Oi, trata-se de reflexo "principalmente ao efeito provocado na redução do capital social do investimento na PT Participações, operação necessária para nacionalizar parte dos recursos recebidos pela venda de 25% de participação da operadora angolana Unitel". 

A receita operacional bruta caiu 3,1%, totalizando R$ 6,296 bilhões, e o resultado financeiro ficou com valor negativo de R$ 6,450 bilhões no período. Houve aumento de R$ 3,391 bilhões nas receitas financeiras, totalizando R$ 3,261 bilhões, o que também decorrente da operação em Angola. O relatório diz: "Segundo informações prestadas pela Administração, a variação observada refere-se a receitas relativas ao valor justo de empréstimos e financiamentos e de receita financeira do caixa mantido em contas offshore após a venda da Unitel, somados a elas a forte desvalorização do real frente ao Dólar no 1º Trimestre de 2020."

Por outro lado, houve aumento nas despesas em R$ 7,914 bilhões, totalizando R$ 9,666 bilhões no trimestre, justificado pela desvalorização do real frente ao dólar e por conta de acúmulo de juros. Assim, o prejuízo consolidado das recuperandas foi de R$ 6,280 bilhões no acumulado dos três meses. 

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