Cortes de publicidade provocam queda de 10,2% na receita do audiovisual, diz IBGE

A receita nominal dos Serviços de informação e comunicação recuou 0,8% em maio, na comparação com igual mês do ano anterior. A queda foi maior do que a registrada em abril, quando o recuo foi de 0,1%. Em março, o resultado foi positivo em 2,9%, segundo a pesquisa mensal de serviços divulgada nesta quinta-feira, 16, pelo IBGE. A variação acumulada no ano ficou em 0,2% e em 12 meses, 1,1%.

Os serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC), que abrangem os serviços de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, apresentaram taxa de 0,9 %. No mês anterior, essa alta da renda nominal foi de 1,1% e, em março, subiu 2,9%. Em 12 meses, o aumento ficou em 1,3% e o acumulado nos cinco primeiros meses deste ano é de 0,9%.

Já os serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias, apresentaram variação negativa de 10,2%. Segundo o IBGE, os cortes de despesas em publicidade e propaganda por parte de governos (federal, estaduais e municipais) e empresas, contribuíram para a variação negativa nos Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias, em especial nas atividades de Televisão aberta. Em abril, a receita dos serviços audiovisuais recuaram 6,9%. Em março, a taxa foi positiva em 2,6%. Em 12 meses, o recuou ficou em 0,1% e em 4,5% nos meses de janeiro a maio de 2015.

De acordo com os números apresentados pelo IBGE, o setor de serviços como um todo registrou no mês de maio um crescimento nominal de 1,1%, na comparação com igual mês do ano anterior, inferior às taxas de abril (1,7%) e março (6,1%), configurando-se como a segunda menor taxa da série iniciada em 2012, sendo a de fevereiro de 2015 (0,9%), a menor. A taxa acumulada no ano atingiu 2,3% e, em 12 meses, 3,8%.

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