Total de acessos cresce pouco, mas migração para o 3G mantém ritmo

O Brasil fechou junho com 265.741.217 acessos móveis, um crescimento de meros 215,3 mil novos acessos, ou 0,08%, em relação a maio, quando o mercado havia adicionado 974,3 mil linhas. Vale lembrar que maio é o mês que se comemora o Dia das Mães, a segunda data mais importante para o varejo, atrás do Natal. Mas também merece destaque o fato de junho ter sido um mês marcado por manifestações em todo o País, com queda significativa nas vendas do varejo, incluindo celulares. Uma fonte de um grande fabricante reportou a este noticiário uma redução de 20% nas vendas de telefones móveis em junho.

Claro, Oi e Sercomtel perderam base na comparação mensal: 44,2 mil, 62,5 mil e 2,8 mil linhas ativas a menos, respectivamente. A Vivo, por sua vez, que tinha perdido base em maio (176,3 mil linhas), recuperou parte dessa perda em junho, quando adicionou 102,5 novos acessos.

No ranking de acessos, a Vivo continua liderando com 28,7% do mercado; seguida de perto pela TIM, com 27,2%; Claro, 25%; e Oi, 18,7%.

Migração

A migração de usuários do 2G para o 3G manteve seu ritmo em junho. O País desconectou 3,1 milhões de acessos 2G e somou outros 3,2 milhões de conexões 3G em handsets WCDMA. Boa parte das adições líquidas de 3G no mês se deveu à melhora significativa do desempenho da Oi. A operadora desconectou 1,45 milhão de acessos 2G (46,7% da perda líquida da base total 2G) e adicionou 1,36 milhão de novos acessos via handsets WCDMA em relação a maio, respondendo sozinha por 42,7% das adições líquidas do mercado. Em maio, a Oi chegou a perder 242,6 mil acessos 3G.

A TIM, por outro lado, experimentou uma redução significativa nas adições líquidas de 3G. Cresceu apenas 327,2 mil novos acessos via handsets WCDMA em junho, frente aos 1,2 milhão de novos acessos no mês anterior. E foi também a que menos perdeu base 2G: 214,9 mil acessos a menos.

A Claro perdeu mais base 2G do que ganhou em 3G. Foram 740,5 mil desconexões de aparelhos GSM frente a 707,7 mil adições de linhas 3G em junho. Isso havia acontecido com a Vivo em maio, quando teve um saldo negativo de 380,1 mil acessos no balanço entre 2G e 3G. Em junho, a Vivo conseguiu se recuperar um pouco, foram 768,7 mil novos acessos 3G contra 691,3 mil linhas 2G a menos – saldo positivo de 77,4 mil acessos.

No total, o País encerrou junho com 77,2 milhões de acessos 3G, dos quais 70,1 milhões eram handsets e 7,1 milhões modems banda larga. Os modems, inclusive, tiveram um crescimento líquido de apenas 7,3 mil novos acessos, contra 48,9 mil terminais a mais em maio.

O mercado 3G é dominado pela Claro, com 39,2% de share; seguida pela Vivo, com 25,6%; TIM, 23,2%; e Oi, 11,1%. CTBC, Nextel e Sercomtel têm juntas menos de 1% desse mercado.

M2M

As adições líquidas de conexões máquina-a-máquina somaram apenas 51,215 mil novos acessos em junho. A TIM foi a operadora com maior número de adições, somando nada menos do que 41,075 novos acessos M2M no mês. A Oi somou 17,265 mil acessos, enquanto a Claro perdeu 2,9 mil. Mas tal perda não foi suficiente para ameaçar a liderança isolada da Claro no mercado de M2M. A operadora concentrava ao final de junho 46,1% do mercado de comunicação entre máquinas no Brasil. A Vivo vem em segundo lugar, com 22% de share; seguida da TIM (16,5%) e Oi (13,8%). Porto Seguro e CTBC têm 0,8% do mercado, cada.

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